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House on Eden
Original:House on Eden
Ano:2025•País:
Direção:Kris Collins
Roteiro:Kris Collins
Produção:Kris Collins, Celina Myers, Jason-Christopher Mayer
Elenco:Kris Collins, Celina Myers, Jason-Christopher Mayer, Carrie Kidd, Barb Thomas

Se existe um diferencial em House on Eden, está no fato das moças, Celina “Spooky Boo” Myers e Kris “KallMeKris” Collins, serem “criadoras reais de conteúdo“, com diversos vídeos no tik toks e no instagram com suas façanhas produtivas. Não se sinta mal por não conhecê-las, pois além de não serem famosas por aqui o material produzido neste found footage é tão genérico e mal gravado que surpreende pelo sucesso da dupla. E serem conhecidas não faz sentido quando você sabe que se trata de um formato de horror com câmera tremida e uma lenda maldita, cujo resultado esperado é o destino trágico de todos os envolvidos. Ora, Heather Donahue não era popular quando se aventurou em Maryland, o que permitiu uma preocupação “real” com seu desaparecimento. Saber que Celina e Kris continuam na ativa já desmonta completamente a narrativa de – pasmem! – Kris Collins. Sim, uma das protagonistas faz sua estreia como diretora de longas com House on Eden! Que começo pavoroso!

Ambas se unem a Jay (Jason-Christopher Mayer) para a gravação de um material de caça-fantasmas em um cemitério. Mas, na verdade, Kris pretende levá-los um pouco mais longe, visando explorar uma casa assombrada na Rua Éden, cercada por mata, clichês e o mistério do desaparecimento de uma jovem 60 anos antes. Depois de vagarem por uma mata densa, com diversas piadinhas idiotas como o fato de Kris defecar em um saco plástico e Jay produzir uma voz estúpida enquanto brincam de esconde-esconde, o trio chega a tal casa – use o controle remoto para saltar boa parte desse começo intragável -, um ambiente mobiliado, destacando o quadro de Lilith. Como os jovens são burros e o espectador deve ser também, além do quadro deixar evidências do que seja, é preciso que eles encontrem a palavra “Lilith” escrita na porta de um quarto e até ouvir com um aparelho o nome ser pronunciado. Só faltou uma voz gutural, no tom do demônio expulsando seus moradores em Terror em Amityville (The Amityville Horror, 1979), gritar: “Porra! É Lilith! Pesquisa no google!

Além de ouvirem sons estranhos e sentirem falta de uma câmera, eles sofrem pequenos apagões, acordando em lugares diferentes. Quando começam a ficar com medo, Celina é possuída e enxergam uma senhora fantasma (Barb Thomas), Kris procura online as informações sobre Lilith ter precedido Eva, ser uma sucubus, uma entidade que vaga pela terra seduzindo homens para gerar filhos. Ela esconde essa informação dos demais, enquanto Celina revê gravações, onde enxerga a mesma senhora de antes numa loja de conveniência. As gravações também mostrarão o destino de um personagem, sendo atraído para as sombras.

House on Eden recicla diversos filmes de registros encontrados, copiando até mesmo posicionamento de câmeras e atitudes estúpidas. Essa costura, sem traços inspirados, resgata até mesmo o final de A Bruxa (The Witch, 2015), na apresentação de um coven de adoração à volta da entidade. Mas provavelmente o objetivo foi alcançado, atraindo olhares dos milhares de seguidores desses criadores de conteúdo e que provavelmente são responsáveis pela nota ser 3.8 no IMDB e não 1, incluindo reviews elogiosas que vão além dos familiares dos envolvidos. Pois nem referências bíblicas, intenções apocalípticas ou uma senhora pálida serão suficientes para que você sinta o mínimo calafrio.

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