Críticas

Crawl or Die (2014)

O trabalho experimental independente de Oklahoma Ward cansa tanto quanto o esforço dos personagens em se arrastar através de espaços curtos!

Crawl or Die (2014) (1)

Crawl or Die
Original:Crawl or Die
Ano:2014•País:EUA
Direção:Oklahoma Ward
Roteiro:Oklahoma Ward
Produção:Oklahoma Ward, Nicole Alonso
Elenco:Nicole Alonso, Torey Byrne, Tommy Ball, Wil Crown, David Paul Baker, Tom Chamberlain, Clayton Burgess

O trabalho experimental independente de Oklahoma Ward, em sua estreia em longas, cansa tanto quanto o esforço dos personagens em se arrastar através de espaços curtos. Também dificulta uma possível aprovação a câmera raivosa, que tenta trazer um dinamismo impossível a uma produção de poucos ambientes e argumento de linhas rasas, mas não faz mais do que contribuir para a revolta do espectador. Chega a ser um esforço hercúleo ir até o final desse projeto só para saber como tudo terminará – algo que já é inerente nos fãs do gênero.

Para evitar uma falsa expectativa, optei por começar esta análise já com o meu parecer sobre o filme, permitindo que você decida se vale a pena ler até o final para saber mais detalhes do que foi apresentado. Embora você até encontre críticas positivas na internet – ora, a família dos envolvidos também opina -, não há nada que justifique a conferida que não seja pelo fetiche de acompanhar a protagonista se arrastando de calcinha por túneis apertados. Ward faz seu exploitation, abusando de ângulos traseiros (ou do traseiro) da anti-heroína Tank, vivida por Nicole Alonso, um deleite para a massa masculina que até parece esquecer que o filme é ruim.

No enredo, o Planeta Terra está condenado pelo vírus “OVT“, forçando as nações a buscar meios de fuga para um planeta alternativo chamado criativamente de Terra 2 (o mesmo nome sugerido em Jason X). Uma força-tarefa é contratada para levar a única mulher fértil não contaminada a essa fuga – carinhosamente apelidada de Pacote (a gata Torey Byrne, pouco aproveitada). No comando está a já citada Tank, experiente com armas e dotada de boas pernas, enquanto os demais homens não precisam ser mencionados porque morrem antes mesmo de justificar a sua importância

Tudo seria fácil se o caminho para a fuga não os obrigasse a invadir uma cadeia de túneis, que vão se encurtando a cada avanço do grupo. E também fica mais complicado quando uma criatura alienígena, indestrutível, com aspectos que remetem levemente ao Alien, de H.R. Giger, passa a persegui-los pelos buracos apertados numa velocidade superior aos dos sobreviventes. Assim, cabe a eles buscar uma saída rápida e proteger a garota “Filhos da Esperança” pela possibilidade de perpetuar a nossa espécie.

Crawl or Die (2014) (2)

E assim caminha a humanidade…se arrastando, se espremendo, lutando para sobreviver aos apertos, em busca de um destino favorável. Talvez até fosse uma forma simbólica para tornar o trabalho de Oklahoma Ward aceitável, mas fica difícil engolir tantas bobagens juntas e alguns furos grotescos como o de Tank sempre optar por colocar a Pacote atrás dela, mesmo sabendo que existe um monstro no encalço.

Produções como Enterrado Vivo, de Rodrigo Cortés, Cubo, Por Um Fio, entre outras, já provaram que é possível um roteiro fluir agradavelmente em ambientes únicos. Crawl or Die ainda possui uma variedade de situações que poderiam favorecer o enredo, porém opta apenas por explorar a claustrofobia e a escuridão como ferramentas suficientes para tornar o longa uma experiência diferente.

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Não torna. Falta fôlego neste subproduto de Alien.

Independente, feito com orçamento mísero.

Chato e arrastado.

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