Críticas

Os Irmãos Grimm (2005)

História excessivamente infantil, com elementos de horror pouco explorados e personagens dispensáveis!

Os Irmãos Grimm
Original:The Brothers Grimm
Ano:2005•País:EUA, UK, República Tcheca
Direção:Terry Gilliam
Roteiro:Ehren Kruger
Produção:Daniel Bobker, Charles Roven
Elenco:Matt Damon, Heath Ledger, Monica Bellucci, Barbora Lukesová, Anna Rust, Radim Kalvoda, Martin Hofmann, Miroslav Táborský

Os Irmãos Grimm (The Brothers Grimm), do cineasta Terry Gilliam (de Os 12 Macacos), entrou em cartaz nos cinemas brasileiros em 07/10/05. A história é ambientada na Europa do século XIX, mais precisamente na Alemanha ocupada pela França, onde os irmãos Grimm do título (inspirados nos verdadeiros e famosos contadores de fábulas infantis), Will (Matt Damon, de O Resgate do Soldado Ryan) e Jake (Heath Ledger, de Devorador de Pecados), ganham dinheiro enganando as pessoas das cidades por onde passam, supostamente fazendo exorcismos, matando bruxas e expulsando gigantes, manipulando a crença dos aldeões através de truques com cordas, roldanas e correntes, homens fantasiados de monstros e toda uma produção teatral. Porém, eles estão sendo observados pelo exército francês e são presos por enganarem as pessoas, recebendo do General Delatombe (Jonathan Pryce, de Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra) como último desafio, e única chance de serem anistiados, a missão de descobrir o misterioso desaparecimento de jovens meninas no interior de uma floresta fantasmagórica ao lado de um pequeno povoado alemão, sendo acompanhados de perto por um torturador italiano, Cavaldi (o sueco Peter Stormare, de 8 MM, Constantine e Minority Report: A Nova Lei).

Os irmãos Grimm recebem a ajuda de uma jovem guia local, Angelika (Lena Headey), cujas duas irmãs também estão desaparecidas, mas jamais eles imaginariam que iriam enfrentar uma manifestação sobrenatural real, através de um homem que se transforma em lobo, escravo de uma bruxa centenária, a Rainha do Espelho (a belíssima italiana Monica Bellucci, de Pacto de Lobos e Irreversível), que planeja voltar à juventude num ritual maquiavélico durante um eclipse.

O filme é uma Fantasia com apenas alguns elementos sutis de Horror. A ambientação de uma Europa de aproximadamente duzentos anos atrás é interessante, assim como os trabalhos dos efeitos especiais. Porém, é só. A história é fraca, infantil demais, previsível, politicamente correta em excesso, com personagens dispensáveis, principalmente o inquisidor Cavaldi (não consigo deixar de imaginar como Peter Stormare ficou ridículo no papel, fazendo um torturador inicialmente sádico e perverso e terminando como um completo idiota).

Os Irmãos Grimm não é exatamente um filme ruim, pois tem um diretor renomado (Terry Gilliam fez parte do Monty Python), um elenco de prestígio, uma produção visual caprichada e várias outras características que devem ter agradado uma boa parte do público para o qual foi direcionado. Eu é que particularmente não consegui entrar no clima proposto, não me diverti com a história excessivamente infantil (o roteiro é de Ehren Kruger, de O Chamado e A Chave Mestra), não achei graça das tentativas de humor, a correria é desenfreada demais, os elementos de horror não foram devidamente explorados, tornando-se decepcionantes, entre outras coisas mais. No meu caso, foi uma sessão de cinema dispensável, cujo preço do ingresso poderia ser melhor aplicado em outras atividades, não sendo nem recomendável o aluguel do DVD, e talvez apenas esperar a exibição na televisão aberta.

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