The Walking Dead – 2ª Temporada (2011-2012)

The Walking Dead (2012) – 2×12 – Better Angels – e 2×13 – Beside the Dying Fire
The Walking Dead (2012) (4)

The Walking Dead - 2ª Temporada
Original:The Walking Dead - Season Two
Ano:2011/2012•País:EUA
Direção:Guy Ferland, Ernest R. Dickerson
Roteiro:Evan T. Reilly, Glen Mazzara, Robert Kirkman
Produção:Scott M. Gimple, Tom Luse
Elenco:Andrew Lincoln, Jon Bernthal, Sarah Wayne Callies, Laurie Holden, Jeffrey DeMunn, Steven Yeun, Chandler Riggs, Norman Reedus, Melissa McBride, Irone Singleton, Lauren Cohan, Emily Kinney, Scott Wilson, James Allen McCune, Michael Zegen

Shane sempre foi um personagem controverso, uma indefinição entre herói e anti-herói. Na primeira temporada, com a quantidade de atos falhos de Rick, foram dadas algumas oportunidades para o rapaz crescer em The Walking Dead, principalmente quando deixaram evidente que, apesar de seu envolvimento com Lori, ele era um grande parceiro, salvando o grupo por diversas vezes. No entanto, nesta nova fase da série, os episódios deram a ele o aspecto clássico de “bad boy“, além de ser extremamente egocêntrico, demonstrando que suas atitudes visavam sua atração por Lori e não pela amizade e luta pela sobrevivência do grupo.

Já faz um tempo que o rapaz parecia cavar seu próprio túmulo, com mentiras e gestos ousados, como matar alguém para alcançar seus objetivos ou não se importar com os problemas alheios. Randall (Michael Zegen) foi o estopim que gerou o conflito aberto com Rick, nas inúmeras tentativas de assassiná-lo até seu fim no penúltimo episódio da segunda temporada, Better Angels, quando ele resolve relacionar o útil ao agradável após uma confissão de Lori. Vendo uma oportunidade de ficar novamente com ela, Shane elabora um plano arriscado para eliminar Rick, criando uma falsa fuga de Randall para um encontro final num campo aberto – com iluminação e fotografia belíssimas, algo que remeteu ao duelo de zumbis de Ilha dos Mortos.

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Outras peças foram se encaixando no dominó: a relutância de Carl em ficar com a arma que roubara de Daryl; Shane convencendo Rick a conversar com o menino sobre a morte de Dale; Rick devolvendo a arma para Carl. Com o elementos no tabuleiro e a perspicácia de Daryl nas investigações na mata, já dava para imaginar como tudo se encerraria. Destaque para os efeitos de transformação, como um pesadelo em que zumbis gritam em sua mente e uma doença que consome o cadáver. Sim, não é preciso ser mordido para se transformar em um errante.

E essas mesmas peças também já prepararam a próxima jogada, com o alojamento de todos na fazenda, separando Rick e Carl dos demais, o que impediria uma fuga rápida de carro após uma invasão ao estilo A Noite dos Mortos-Vivos. Faltava apenas os motivos que poderiam levar os errantes ao local, algo que seria mostrado logo na cena inicial do episódio final Beside the Dying Fire, com a aparição novamente de um helicóptero. Provavelmente um personagem a ser apresentado nas próximas temporadas.

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A morte chegou à fazenda. Numa luta desesperada pela sobrevivência, os vivos acabam sendo separados na batalha, sem que saibam o destino dos demais. Hershell se recusa a sair de sua morada; Andrea se perde do grupo; Rick e Carl fogem para o celeiro, mesmo local que antes servia de hospedagem para os mortos, passa a ser usado para evitar que eles entrem.

Não havendo mais segurança para os sobreviventes, a solução é tentar escapar daquele inferno de mortos, mesmo que, para isso, alguns sejam deixados para trás. A passagem pela fazenda rendeu alguns ensinamentos para o grupo como a perda de pessoas importantes, a preocupação com os vivos hostis, questionamentos sobre se vale a pena lutar pela vida se, no final, todos serão zumbis…

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A segunda temporada de The Walking Dead teve momentos morosos, sim, que renderam críticas como “novela com zumbis” ou excesso de dramas. Para uma série funcionar e seus personagens se tornarem envolventes, é preciso desenvolvê-los adequadamente. Conflitos internos, relacionamentos e metáforas são necessárias para que tudo não se torne apenas um festival de ataques de mortos-vivos, sem aprofundamento, apenas violência pela violência.

Aqueles que a consideram “chata” ou “muito diferente da HQ” devem ter recebido uma bela mordida no cérebro com os últimos episódios, principalmente no encontro de Andrea com uma nova personagem. Sem dúvida alguma, a segunda temporada de The Walking Dead foi muito melhor que a primeira, com mais ação, emoção e sangue, elementos mais do que necessários para uma produção do gênero. Ainda teremos muito o que falar sobre ela!

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Marcelo Milici

Marcelo Milici

Fundou o Boca do Inferno em 2001. Formado em Letras, fez sua monografia sobre o Horror Gótico na Literatura. É autor do livro "Medo de Palhaço", além de ter participado de várias antologias de horror!

Um comentário em “The Walking Dead – 2ª Temporada (2011-2012)

  • 11/10/2015 em 06:00
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    Temporada mais chata da série. O que mais teve nessa temporada foi barulhos de grilos.

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