
![]() Floresta do Mal
Original:Wrong Turn 2: Dead End
Ano:2007•País:EUA Direção:Joe Linch Roteiro:Turi Meyer, Al Septien Produção:Jeff Freilich Elenco:Aleksa Palladino, Matthew Currie Holmes, Erica Leerhsen, Daniella Alonso, Crystal Lowe, Henry Rollins, Texas Battle, Steve Braun |
Seis competidores. Seis dias. Apenas um sobrevivente. Numa floresta remota, um grupo de jovens disputa uma grande quantia em dinheiro num reality show que simula um mundo pós-apocalíptico. Porém, o terror da ficção torna-se real quando os participantes descobrem uma família de canibais vivendo na local.
Em 2003, a PlayArte teve a ideia genial de distribuir Wrong Turn em terras tupiniquins com título “originalíssimo” de Pânico na Floresta. Mas tudo bem, pra que respeitarmos o conceito do título original, se podemos lançar o filme com um nome muito mais criativo? Quatro anos se passam, uma continuação foi produzida e eis que a Fox (e não a PlayArte) adquire os direitos de distribuição de Wrong Turn 2: Dead End, no Brasil. Neste mesmo tempo, num golpe pra lá de baixo, a PlayArte se vinga e lança a bomba Timber Falls como Pânico na Floresta 2, mesmo o filme não tendo nada haver com a série Wrong Turn. Numa picaretice à altura da concorrente, os responsáveis pelo setor “nome de filmes quando lançados por aqui” da Fox, batizaram Wrong Turn 2 com o patético e “também originalíssimo” título Floresta do Mal. Tomaremos a liberdade (mesmo que por um único parágrafo), de chamar Wrong Turn de Caminho Errado (não soa muito bem, mas se aproxima de sua tradução literal) e a sua continuação pelo subtítulo Sem Saída (Dead End).
Superando a falta de bom senso na escolha dos títulos em português pelas distribuidoras, vamos ao filme em questão. Floresta do Mal (agora respeitando a escolha oficial), assim como seu antecessor Pânico na Floresta recicla com algum empenho o conceito “jovens sem conteúdo caçados por canibais deformados no meio do nada”.
Floresta do Mal impressiona com uma sequência inicial um tanto promissora e violenta. Neste prólogo, a atriz e “American Idol” Kimberly Caldwell dirige seu Mustang conversível por uma estrada praticamente deserta. Distraída, ela discute pelo celular com o empresário se deve ou não participar do reality show. Kimberly não vê quando repentinamente um adolescente atravessa a estrada e acaba o atropelando. Desesperada, a atriz desce do carro e tenta reanimar a vítima, cujo rosto parece deformado. O rapaz acorda e num gesto furioso, arranca-lhe o lábio inferior com apenas uma mordida. Ensanguentada e cambaleando, Kimberly tenta fugir, mas acaba frente a frente com outro desconhecido que com uma machadada corta lhe meio. Esta é apenas uma pequena prévia do que nos reserva os 90 minutos seguintes. Muita violência explícita em machadadas, flechadas, tiros, facadas, membros decepados, pescoços degolados, entre outras inúmeras crueldades habituais nas produções do gênero. Os ótimos efeitos de maquiagem também não deixam a desejar nos excessos: são tripas, intestinos, dedos, e pedaços de gente suficientes para alimentar uma legião de canibais por muito tempo.
Contudo, mesmo com estes bons efeitos e o “gore” exagerado, Floresta do Mal não chega a empolgar os fãs mais calejados. Falta à produção aquele clima indigesto característico as produções setentistas que lhe serviram de inspiração. Esta ausência de suspense e a artificialidade devem-se em parte ao fraco desempenho do elenco, formado em sua maioria por jovens bonitos e com pouquíssimo talento: Aleksa Palladino (O Chamado 2), interpreta Mara, a namorada do idealizador do programa (Matthew Currie Holmes, de A Névoa); a linda vegetariana Nina é vivida por Erica Leerhsen, de O Massacre da Serra Elétrica (a refilmagem), Daniella Alonso, de O Retorno dos Malditos encarna Amber, enquanto a sexy Elena é interpretada por Crystal Lowe, de Premonição 3. A trupe masculina é liderada pelo vocalista da Rollins Band, Henry Rollins (de Banquete no Inferno). Henry encarna o ex-combatente de guerra e mediador do programa. Completando o elenco estão os inexpressivos Texas Battle (Premonição 3) e Steve Braun (Sociedade Secreta 3).
Como já adiantado, o roteiro escrito pela dupla Turi Meyer e Al Septien (responsáveis por diversos episódios de Smallville e pelo fraco Candyman 3: Dia dos Mortos) se resume a uma variação da trama apresentada no primeiro longa, inclusive com algumas situações idênticas as acontecidas no filme anterior, como a visita das heroínas a casa dos canibais e o cemitério de automóveis. A própria ideia de um reality show em um filme de horror não é tão nova, basta lembrarmos de O Olho Que Tudo Vê e Halloween: Ressurreição. Uma única sacada divertida é a caracterização do personagem vivido por Henry Rollins, que em determinado momento se transforma numa espécie de Rambo, com direito a cara pintada e arco e flecha.
A direção ficou a cargo do estreante Joe Linch (grande promessa segundo o site americano “Gorezone”). Apesar de algumas tomadas de ângulos extravagantes, o resultado final é um tanto convencional.
Assim como o prólogo, algumas outras sequências salvam o filme do desastre total, como o nauseante nascimento de um bebê deformado e uma asquerosa cena de sexo entre irmãos canibais. Uma boa ideia também é a critica constante aos reality shows, mostrando a falta de caráter e personalidade fútil dos participantes, assim como a manipulação dos acontecimentos (uma cena de sexo é programada entre os participantes, sem nada de natural). O filme também questiona, de forma menos explícita, a “hipocrisia cristã” em relação à alimentação, quando a família canibal faz uma oração, antes de devorar seu prato predileto.
Apesar de todas as obviedades de Floresta do Mal, o bom desempenho do DVD ao redor do mundo e algumas boas críticas tornaram viável a produção pelo menos mais três sequências (até 2013). No Brasil, a versão em DVD, denominada “UNRATED” (sem censura), traz como material extra o making of, trilha de áudio com comentários e dois pequenos documentários chamados Nas Locações com P-Nut e Fazendo o Esquartejamento Ter Uma Boa Aparência.
Floresta do Mal, na melhor das hipóteses, pode ser considerada uma boa homenagem aos primeiros trabalhos dos cineastas Wes Craven e Tobe Hooper. Esta homenagem (reciclagem ou plágio, como preferirem) fica evidente na sequência do jantar, quando a “visita” se vê obrigada a provar o prato principal à base de carne humana (a ironia: ela é vegetariana). Algo muito próximo ao que foi visto em O Massacre da Serra Elétrica, de Hooper. Uma outra citação ao gênero é a camiseta preta usada por M, com o logotipo “BR” (de Battle Royalle, produção japonesa que é indiscutivelmente o melhor filme focando reality shows já realizado).
Enfim, um terror mediano, indicado aos fãs de “gore” explícito e que não sejam muito exigentes quanto ao conteúdo. Estes são brindados com milhares de litros de sangue e toneladas de tripas.




Um filme nojento, desprezível e simplesmente ruim!!!!!
MUITO RUIM!!!!!!!
CREDO!!!!!!!!!!!
O filme é sensacional. Tu é que é um fresco.
Ah, uma observação: a foto ilustrada na página não é do Floresta do Mal, e sim do Floresta do Mal – Caminho da Morte, o terceiro filme.
Tks!!! Corrigido!!!
Adoro esse filme! O 1 e o 2 são ótimos. O restante vai de razoável a péssimo.
O 1 E O 2 SÃO ÓTIMOS,MAS ESSE….. AFF,ODIEI.
droga me enganei,esse é massa tbm,só o 3 o 4 e o 5 que não prestam.