Críticas

Área 51 (2015)

Com pouco a mostrar e personagens sem carisma, Oren Peli parece fazer só o gosto dos amantes de ufologia!

Área 51 (2015) (1)

Área 51
Original:Area 51
Ano:2015•País:EUA
Direção:Oren Peli
Roteiro:Christopher Denham, Oren Peli
Produção:Jason Blum, Steven Schneider
Elenco:Glenn Campbell, Sandra Staggs, Jelena Nik, Suze Lanier-Bramlett, Reid Warner, Ben Rovner, Jennefer Ludwigsen, Nikka Far, Roy Abramsohn, Darrin Bragg, David Saucedo, Steven Barton

Já se passaram quase oito anos do lançamento de Atividade Paranormal e depois deste tempo pouco se ouviu falar no diretor Oren Peli, que apenas atuou como produtor e roteirista. Só agora que Peli retorna a cadeira de diretor em seu segundo filme, Área 51, que vem de seu desejo antigo (provavelmente motivado pelos incessantes programas do gênero no History Channel) de explorar um dos mais misteriosos e secretos lugares do imaginário popular para ufólogos.

E não é nem um pouco surpreendente constatar que o diretor opta pelo estilo que o consagrou para Hollywood, o found footage, para contar esta história, portanto a comparação com Atividade Paranormal é mais do que natural. Mas será que num subgênero saturado após sua própria criação, haveria lugar para mais um? É o que veremos daqui a pouco.

Área 51 (2015) (2)

Antes de tudo, o roteiro acompanha três amigos, Reid, Darrin e Ethan (nomes reais dos atores que os interpretam), que vão para uma típica festa na piscina de um amigo. Muita azaração, gente bêbada e uma câmera na mão para registrar tudo. Nada muito além do normal, a não ser quando Reid desaparece subitamente no meio da festa e só é encontrado pelos amigos horas depois, andando sem rumo no meio da estrada deserta. Ele alega que foi abduzido por alienígenas.

Um bom tempo depois, os três (motivados por Reid) resolvem partir numa expedição rumo à cidade de Las Vegas. Eles poderiam encher a cara, fazer sexo com estranhas, desmaiar e depois tentar reconstituir seus passos aprontando muitas confusões, contudo o destino é o deserto de Nevada a caminho da famigerada Área 51 por um motivo ignorado.

Como qualquer base secreta pelo governo, existem vários sensores, patrulhas e maneiras diversas de detecção, porém o grupo parece bem preparado para qualquer ameaça. De que maneira conseguiram fornecedores e dinheiro para bancar brinquedos altamente tecnológicos como os apresentados (até roupas refrigeradas por fréon para evitar câmeras de calor), não faço a menor ideia. Só que o fato é que chegando próximo do local, encontram-se com Jelena, cujo pai trabalhou para o governo e acabou “assassinado” por eles e ainda possui anotações e plantas para ajudar na invasão.

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Enfim, todo o filme gira em torno do “como” eles chegarão lá dentro, deixando os “porquês” para o terceiro ato e isto faz toda a diferença na qualidade do filme. Oren Peli parece tão preocupado e didático em responder a pergunta “como três jovens adultos, com poucos recursos conseguirão invadir uma base militar ultra-secreta” que se esquece de responder o que raios vão fazer quando chegarem lá e tornar a busca minimamente interessante. Existem um entremeio em que dois dos personagens principais localizam, perseguem, fazem tocaia e invadem a casa de um suposto “matador de aluguel” da Área 51 apenas para pegar um crachá que está absurda e convenientemente preso na calça jeans dele e um vidro de colônia no banheiro que possui uma digital PERFEITA do homem…

Esta enxurrada de coincidências se desenrola trama adentro sem causar qualquer susto, qualquer clima de tensão ou momento de claustrofobia que chegue à sombra da qualidade apresentada em Atividade Paranormal e ainda que uma ou outra ideia tenha seu frescor (como a insinuação de que a famosa anatomia cinzenta de olhos negros esbugalhados dos aliens seriam apenas roupas para estes astronautas e que sua forma real seria outra), elas passam batido no meio de correrias em corredores vazios, câmeras balançando e interações desinteressantes entre personagens.

O que diabos a boneca Annabelle faz aqui?

O que diabos a boneca Annabelle faz aqui?

Por mais respeito e admiração que tenha pelo diretor pela premissa simples e a atmosfera criada pela crueza amadora em seu debut, em Área 51 não se vê a mesma lapidação e as mesmas sutilezas, tornando-se uma incursão muito fraca, aquém das mais baixas expectativas. No máximo para atiçar a curiosidade de quem assistiu demais ao History Channel… Quem sabe na próxima vez.

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5 Comentários

  1. Fabio

    As bonecas presentes no filme gaz alusão aos sequestros e abduções de crianças praticados pelos aliens Grey e Reptilianos,no intuito de sacrifícios e alimentação,eles preferem a carne de crianças.
    A cena daquela caverna onde estão as bonecas,nada mais é que um cativeiro,onde “armazenam” as crianças abduzidas.

  2. MK

    Não gosto de nada que o Oren Peli esteja envolvido, mas talvez eu dê uma conferida nesse!

  3. joao

    O filme começa a ficar interessante a medida que o grupo vai se infiltrando na área 51, infelizmente isso corresponde a 30 minutos finais do filme, 70% do filme tentou justificar como o grupo conseguiu acesso, talvez isso fosse necessário, afinal de contas é uma das instalações mais bem protegida e secretas do USA. No entanto, eu esperava ver a área 51 e suas experiências secretas o mais rápido possível.
    Em nenhum momento, a motivação para entrar na area 51 e correr o risco de morte consegue me convencer, isso prejudica o filme. Tirando tudo isso, eu gostei do que sobrou. E o que sobrou foi uma visita tensa e sem volta às profundezas da área 51 com suas experiências bizarras e algumas interpretações interessantes sobre o fenômeno extraterrestre no USA.
    Na minha opinião, quem gosta de filmes de alien talvez tenha um pouco de paciência para aguentar até os 30% finais.

    • Roberto Szabunia

      De fato, o filme se arrasta até a efetiva entrada dos três nas instalações. Difícil catalogá-lo: scyfy, suspense, terror, ação, drama… Escolhi suspense, já que minhas anotações exigem definição (são minhas, pô!, escolho o que quiser). Particularmente, não sou fã de found footage, ainda mais quando o diretor se distrai e muda planos da forma tradicional. Dei três estrelinhas pelo terceiro ato, mas o citado HC tem programas melhores.

  4. Gamble

    Não funcionou!! Filme horrível e desinteressante. Mais um diretor que tem apagão criativo após sucesso do primeiro filme, exemplos dos diretores de Bruxa de Blair.

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