Willow Creek (2013)

Longa é estrelado por Alexie Gilmore e Bryce Johnson.

Willow Creek
Original:Willow Creek
Ano:2013•País:EUA
Direção:Bobcat Goldthwait
Roteiro:Bobcat Goldthwait
Produção:Sarah de Sa Rego, Aimee Pierson
Elenco:Alexie Gilmore, Bryce Johnson, Laura Montagna, Bucky Sinister, Peter Jason, Timmy Red

Não sou lá muito chegado a filmes que utilizam a estratégia do found footage, nem a do mockumentary. Além de tais formatos estarem mais do que desgastados com dezenas de lançamentos todos os anos, a maioria deles de qualidade duvidosa, a impressão que tais filmes deixam frequentemente é a de que tudo não passa de uma desculpa para a falta de orçamento ou de boas ideias. Não é o caso certamente de Willow Creek, primeiro longa de horror escrito e dirigido pelo comediante Bobcat Goldthwait, embora nem pareça que o território fantástico é novidade para o cineasta, já que o resultado não deve nada a exemplares contemporâneos, inclusive se destacando em vários aspectos de outros similares.

Bebendo diretamente na fonte narrativa do sucesso A Bruxa de Blair (1999), o roteiro acompanha o casal de namorados Jim (Johnson) e Kelly (Gilmore), que parte de carro para a exótica cidade turística cujo tema é o famigerado Pé-Grande. Desde pinturas e estátuas em “homenagem” ao bicho, até sanduíches em formato de pegada, tudo no local remete à famosa lenda norte-americana. Particularmente apesar de ouvir falar muito em filmes e séries estadunidenses sobre o tal pé grande, nunca cheguei a ter medo ou curiosidade sobre a criatura, principalmente pelo fator geográfico, é claro; no entanto, o filme realmente é capaz de criar certa curiosidade sobre o monstro humanoide gigantesco. O que Jim quer é ir para o local onde supostamente uma vez foram gravadas aparições do pé-grande por Patterson e Gimlin (1967), e provar a existência do monstro também usando seu equipamento de vídeo.

Willow Creek (2013)

E já que falamos no parágrafo anterior daquele outro filme de 1999, é bom esclarecer aos infernautas que, assim como naquele filme, essencialmente nada acontece durante os curtos 80 minutos de projeção de Willow Creek. No entanto, a direção de Goldthwait consegue tornar tudo mais leve, a ponto de não nos importarmos com o fato de que o filme não possui nenhum grande acontecimento (até próximo ao desfecho, claro). Contribui para o bom ritmo da trama a química perfeita entre o casal protagonista, que realmente convence em sua intimidade como pessoas reais com diálogos que provavelmente qualquer um de nós levaria naquela mesma situação, creditando realismo ao que se assiste, aspecto essencial quando tratamos dos subgêneros utilizados pelo filme.

Entretanto, como estamos falando de terror, é bom avisar que o desfecho pode não agradar aos mais conservadores, já que a construção lenta da dinâmica entre os personagens (incluindo aí um plano-sequência que dura impressionantes 18 minutos, que considero genial) entrega uma conclusão abrupta e misteriosa, ainda que ao longo do filme sejam dadas ligeiras pistas que podem ajudar a entender o significado das imagens finais. Independentemente da avaliação do espectador, no entanto, é bastante palpável o clima de tensão e suspense levantado na sequência derradeira, de modo que fiquei gratamente surpreendido por um found footage que, apesar de investir em terreno conhecido, consegue inovar em linguagem e tom, à sua própria maneira.

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Marcus Augusto Lamim

Marcus Augusto Lamim

Um seguidor fiel do cinema em todos seus formatos e gêneros, amante de rock e do gênero fantástico, roteirista amador e graduando em química.

5 comentários em “Willow Creek (2013)

  • 01/06/2016 em 23:22
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    adorei o filme.fiquei assistindo completamente ligada,apesar das horas.

    era mais de 4 horas da madrugada.
    o final é que foi um pouco confuso…

    eu nunca disse esse comentario. OK/

    Resposta
  • 01/06/2016 em 23:20
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    adorei o filme.fiquei assistindo completamente ligada,apesar das horas.

    era mais de 4 horas da madrugada.
    o final é que foi um pouco confuso…

    Resposta
  • 28/12/2015 em 14:34
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    É arrastado como a maioria dos found footages, mas o caminho até o típico final absurdinho não é tão cansativo devido aos bons diálogos e carisma dos protagonistas. No fim das contas não acrescenta nada, mas é um passatempo razoável.

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  • 09/10/2015 em 15:51
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    Nâo assisti…, e como Adoro: A Bruxa de Blair, nada melhor do que uma conferida

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  • 03/10/2015 em 20:32
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    Acho esse filme horrível de ruim. É praticamente sobre nada… Perdem um bom tempo em entrevistas e depois uns 40 minutos dentro da barraca só ouvindo sons. Pior que isso, só dois disso rs.

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