Críticas

O Ataque do Tubarão de 5 Cabeças (2017)

Fazendo parte da moda de filmes com tubarões mutantes patéticos, temos um com tantas cabeças que nem cabem no corpo

O Ataque do Tubarão de 5 Cabeças
Original:5-Headed Shark Attack
Ano:2017•País:EUA
Direção:Nico De Leon
Roteiro:Stephen Meier, Daniel Lawlor e Sean P. Hale, a partir de história de Jacob Cooney e Bill Hanstock
Produção:
Elenco:Chris Bruno, Nikki Howard, Lindsay Sawyer, Jeffrey Holsman, Chris Constanzo, Amanda Méndez, Nicholas Nene

A produtora americana “The Asylum” é conhecida pelos seus filmes ruins. Porém, na maioria das vezes tão ruins que não divertem, sempre com histórias rasas, elenco amador e efeitos toscos com CGI vagabundo e inconvincente. Eles sempre estão contribuindo com a moda de filmes ridículos com tubarões assassinos, intensificada principalmente após o sucesso popular da franquia Sharknado, iniciada em 2013. São tantos filmes absurdos com essa temática que nem vale a pena um esforço para catalogação de tanta tranqueira lançada sem o mínimo de controle de qualidade. Em 30/07/2017, em parceria com o canal de TV a cabo “SyFy”, foi lançada mais uma bagaceira: O Ataque do Tubarão de 5 Cabeças (5-Headed Shark Attack), com direção do estreante Nico De Leon..

Uma ilha em Porto Rico tem sua rotina paradisíaca alterada após a ocorrência de várias mortes violentas no mar, que são creditadas para um imenso tubarão mutante com cinco cabeças, uma anomalia da natureza ávida pela carne humana. O dono inescrupuloso de um aquário, Thaddeus Marshall (Jeffrey Holsman) decide pressionar a bióloga marinha Dra. Angie Yost (Nikki Howard) junto com alguns jovens estagiários, para tentarem capturar o tubarão vivo, com o objetivo de exposição ao público e com isso alavancar os negócios com o aquário decadente, nem que signifique algumas perdas de vidas na caçada. Eles contam com a ajuda de um caçador experiente e mercenário, Red (Chris Bruno), e também com os esforços de salvamento da polícia local, representada pelo Capitão Sterling (Nicholas Nene).

A história é superficial, com conversas banais e tentativas mal sucedidas de piadas em meio às cenas de ataques do tubarão. Tudo apenas para preencher o tempo e que não funcionam, contribuindo ainda mais para nossa torcida pelo monstro. Os roteiristas não estão interessados em gastar energia com qualquer tipo de criatividade, utilizando clichês exaustivos de dezenas de filmes similares com tubarões comedores de gente. Para se ter uma ideia da bizarrice desse filme e da total falta de vontade dos realizadores em tentar inovar, nem que seja apenas um pouco, já tivemos anteriormente outros filmes praticamente iguais, apresentando tubarões de duas e três cabeças. São eles: Ataque do Tubarão Mutante (2-Headed Shark Attack, 2012) e O Ataque do Tubarão de 3 Cabeças (3-Headed Shark Attack, 2015), este último contando no elenco com o cultuado e veterano ator especialista em bagaceiras Danny Trejo, sendo ambos também produzidos pela “The Asylum”. Como não existe espaço físico suficiente para a colocação de mais cabeças no tubarão, talvez as 5 do monstro desse filme sejam o limite.

O filme é tão bagaceiro e seus realizadores tão desinteressados com o espectador, que o tubarão mostrado em boa parte do filme tem “apenas” 4 cabeças, provavelmente pela dificuldade de espaço físico, e somente depois de muitos ataques e mortes, veio a revelação do nascimento de uma quinta cabeça na cauda. A criatura mutante que estampa o pôster de divulgação não existe.

Em minha resenha do filme do tubarão com 3 cabeças, publicada tanto no blog “Almanaque da Arte Fantástica Brasileira”, como  no site “Boca do Inferno”, conclui o texto de forma tolerante com os produtores, que estavam entregando uma porcaria descompromissada com a coerência e talvez até certo ponto honesta com o público, que sabia o que iria consumir. Mas, depois de lançarem um tubarão com 5 cabeças, fica difícil manter qualquer tolerância. Existe uma competição entre os roteiristas sobre a mais ridícula, bizarra e absurda história de tubarão assassino, com os mesmos exageros de sempre e efeitos falsos de computação gráfica nas cenas supostamente sangrentas. Esse tema já está desgastante e cansativo.

Curiosamente, como homenagem ou simples brincadeira, tem uma citação da bióloga Dra. Yost sobre a cultuada série de filmes Sharknado, quando ela diz que os grandes tubarões brancos não atacam pessoas em barcos e ironizando se eles voassem através de tornados.

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1 Comentário

  1. bruce silva herrera

    Eu sou fã desse gênero e filmes B e trash, acho q já vi todos de tubarão do sy-fy (ou quase), mas esse aí achei mto legal e me divertiu bastante, acho q dessa trilogia é o melhor (só cagaram no final, na morte do bicho, mas ok), adoro Sharknado, desligo o cérebro e me divirto horrores com as referências e as participações especiais.
    Ah, e uma menção honrosa aqui a Lavalântula que é com aranhas, e é sensacional também!

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