Scare Campaign (2016)

Scare Campaign
Original:Scare Campaign
Ano:2016•País:Austrália
Direção:Cameron Cairnes, Colin Cairnes
Roteiro:Cameron Cairnes, Colin Cairnes
Produção:Julie Ryan
Elenco:Meegan Warner, Ian Meadows, Olivia DeJonge, Josh Quong Tart, Cassandra Magrath, Steve Mouzakis, John Brumpton, Sigrid Thornton

Em meio ao universo de produções descartáveis e rasteiras, você pode até encontrar algo despretencioso e divertido. Scare Campaign está escondido nos confins da Netflix, com uma avaliação baixa, e poucas referências. Talvez o infernauta se esquive de uma conferida pela sinopse pouco atrativa com uma aparência de found footage, ampliada pela imagem de destaque, com uma garota mal maquiada como fantasma com os braços apontados para a tela. Somente os corajosos e fãs de bagaceiras arriscariam uma verificada no produto final, já imaginando mais uma porcaria independente e caseira – e, ao final, poderiam ficar desapontados ao encontrar qualidades sutis e um enredo curioso.

Trata-se de mais um filme envolvendo uma brincadeira que não deu certo, como o inferior Slender e o slasher A Noite das Brincadeiras Mortais. A equipe de um programa virtual de “pegadinhas” chamado Scare Campaign acaba de fazer mais uma vítima: o segurança de um hospital (John Brumpton) chega a realmente se convencer de que há um cadáver ambulante pelos corredores, e quase surpreende os realizadores ao sacar seu revólver fajuto. Passado o susto, a atriz Emma (Meegan Warner) fica seriamente preocupada com o ocorrido e resolve pedir demissão ao namorado e produtor, Marcus (Ian Meadows), mas é convencida a finalizar a quinta temporada, com grandes chances de voos maiores. O problema é que a chefe de produção, Vicki (Sigrid Thornton), acredita que pode ser a última edição, uma vez que eles estão perdendo a audiência para um programa similar intitulado Masked Freaks, que, teoricamente, realiza snuff movies ao eliminar realmente os competidores.

Apesar do tom violento, os Masked Freaks nunca foram identificados, mas conseguem manter o programa no ar, atraindo curiosos do mundo inteiro. Vicki sugere algo mais próximo do real, uma gravação que possa impressionar os espectadores. A Scare Campaign acaba de contratar uma nova atriz, Abby (Olivia DeJonge), para ser a estrela de mais uma brincadeira, desta vez num hospital psiquiátrico abandonado. A vítima da vez será o novo segurança do lugar, um tal Rohan (Josh Quong Tart), que terá que enfrentar a fúria de uma assombração e os efeitos criados para impressioná-lo. Mas, eles não conhecem seu passado, e nem imaginam que ele já trabalhou naquele lugar maldito. Será que desta vez irão brincar com a pessoa errada?

O que chama a atenção no filme dos irmãos Cairnes (100 Bloody Acres) é que há muito mais surpresas do que o infernauta possa imaginar. Quando os corpos começam a ser encontrados, fica a dúvida sobre quem seriam realmente as vítimas da brincadeira, incluindo o próprio público. Três reviravoltas acontecem alterando os rumos do que se imagina, sendo que uma delas pode até realmente “pegar” o espectador de surpresa. Soma-se a isso algumas mortes violentas, sangue em profusão e boas doses de tensão, ainda que o resultado não seja assim tão excepcional. A direção deixa um pouco a desejar, assim como o enredo no desaparecimento de alguns personagens, mesmo com a quantidade de câmeras que a equipe espalhou pelos corredores e quartos.

Frank, é você?

Scare Campaign é uma brincadeira que realmente funcionou. Não é nada excepcional ou digno de nota, mas pode surpreender se você esperar pouco e for uma das vítimas do programa!

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Marcelo Milici

Marcelo Milici

Fundou o Boca do Inferno em 2001. Formado em Letras, fez sua monografia sobre o Horror Gótico na Literatura. É autor do livro "Medo de Palhaço", além de ter participado de várias antologias de horror!

2 comentários em “Scare Campaign (2016)

  • 18/02/2018 em 16:21
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    Realmente, eu sou um fã de bagaceiras (fã involuntário haha) me surpreendi com esse filme, o melhor foi que eu não li direito a sinopse do filme então meio que fui sendo pego pelas reviravoltas (se bem que a mais fraca eh a ultima reviravolta, essa estava telegrafada). Agora posso dizer que o melhor ator dessa trameca foi o Josh Quong Tart, ele ate que mandou bem como pseudo-psicopata alucinado, nota 7.

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  • 18/02/2018 em 16:08
    Permalink

    Confesso que esse filme me surpreendeu muito , pois é um daqueles que nem a sua capa e sinopse causam grande interesse , mais quando terminou foi muito além do que eu esperava .
    ” Scare Campaign ” de 2016 é um ótimo exemplar da Austrália e que está na minha coleção !
    Nota : 4 de 5 .

    Resposta

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