
![]() Ator, O Invencível / Ator, O Guerreiro
Original:Ator l'invincibile
Ano:1982•País:Itália Direção:Joe D'Amato Roteiro:Joe D'Amato, Michele Soavi, José Maria Sanchez Produção:Alex Susmann Elenco:Miles O'Keeffe, Sabrina Siani, Ritza Brown, Dakar, Laura Gemser, Edmund Purdom, Alessandra Vazzoler, Nello Pazzafini |

Se você for assistir com a proposta de buscar diversão descompromissada, o filme pode se tornar um curioso passatempo; como cinema, é uma bagaceira em seu sentido completo. Com o intento de aproveitar o sucesso de Conan, o Bárbaro (Conan, 1982), foi feito às pressas com orçamento mínimo, elenco reduzido e efeitos baratos.
Trata-se de mais um trabalho do diretor italiano Joe D´Amato, bastante conhecido pelo fãs de horror pela sua contribuição bagaceira picareta ao cinema italiano com Buio Omega (1979), O Antropófago (1980), Vermelho Sangue (1981), O Convento das Taras Proibidas (1988) e Noites Eróticas dos Mortos-Vivos (1981), mas sua carreira é imensa, tocando diversos gêneros como o próprio pornô, os eróticos da série Emanuelle, gialli, thrillers e as aventuras trashes. Como todo bom italiano do período de ouro do cinema, seguiu tendências como a era do canibalismo e as cópias dos sucessos como o mencionado Conan. Nascido como Aristide Massaccesi, ele usou diversos pseudônimos, de Michael Wotruba a David Hills, e também tem seus vários nomes associados à produção e roteiros diversos. Faleceu em 1999, aos 62 anos, vítima de ataque cardíaco.
Na narração inicial de Ator, O Invencível, o espectador fica sabendo que um reino foi dominado durante 1000 anos (!!!) pelos seguidores da Aranha, sob o comando do tirano Dakkar (Dakar, de Zombie – A Volta dos Mortos, 79, e, Zombie Holocaust, 1980), até a concretização de uma profecia que dizia que um tal Taran viria para mudar tudo. Taran deu trabalho para os guerreiros, mas também falhou, deixando um fruto antes de morrer, o pequeno Ator (o canastrão Miles O’Keeffe). Sabendo do nascimento, Dakkar mandou matar todos os recém-nascidos – você conhece essa história -, não conseguindo êxito com o bebê especial graças às ações de Griba (Edmund Purdom), um traidor exilado, que o deixou para uma família cuidar. Ator cresceu e quis casar-se com a irmã, tendo o consentimento dos pais por não serem do mesmo sangue. No dia do casamento, os guerreiros da Aranha invadem a aldeia, queimam-na e matam a todos, sequestrando a tal irmã Sunya (Ritza Brown). Cabe a Ator aprender a lutar com Griba e concretizar seu destino, tendo que enfrentar um grupo de amazonas, onde conhece sua parceira Roon (Sabrina Siani), passando pelo vale dos mortos-vivos, uma bruxa e o vulcão dos cegos.
Lendo a base narrativa, que teve a colaboração não-creditada de Michele Soavi, parece até interessante, porém nada no filme funciona. O tal exército da Aranha não chega a ter dez pessoas, os cenários são sempre os mesmos, a Aranha líder não chega a aparecer de corpo inteiro, e os demais efeitos são extremamente risíveis e vergonhosos – como o momento em que Ator precisa lutar com a própria sombra; ou nos duelos de espada com os inimigos, em lutas bem mal coreografadas. Apesar da capa mostrar o herói em uma pose épica ao lado de um tigre, você irá rir das vestimentas de papelão e do animal que o acompanhará na jornada: um filhote de urso!
Para confundir os colecionadores, Ator o Invencível aparece em alguns lugares com o título Ator, A Águia Guerreira ou simplesmente Ator, O Guerreiro; já o segundo filme, intitulado originalmente como Ator 2: L’invincibile Orion (1983) pode ser encontrado como Ator, O Invencível. A terceira parte deixa de lado o nome do personagem para um O Guerreiro do Aço, lançado em 1987, sob o comando de Alfonso Brescia e Ovidio G. Assonitis, sem o envolvimento de D´Amato. Todos mantendo o mesmo subnível do gênero fantástico!




