Help me I am Dead (2013)

Help I am Dead (2013) (3)

Help I am Dead
Original:Die Geschichte der Anderen
Ano:2013•País:Alemanha
Direção:Andreas Bethmann
Roteiro:Andreas Bethmann
Produção:Andreas Bethmann
Elenco:Margarethe von Stern, Antonio Mayans, Carsten Frank, Andreas Bethmann, Markus Hettich, Yingying Du, Carsten Weissenberg, Jens Schütte, Akadius Gorlikowski

Existe um motivo pelo qual não colocamos cobertura de chocolate numa lasanha à bolonhesa: simplesmente não tem como dar certo. É por isto que não vemos splatters com duas horas de duração e, ainda mais, circulando em torno de uma única personagem… Não funciona! Mas um alemão chamado Andreas Bethmann (de Angel of Death 2, um dos últimos filmes de Lina Romay) resolveu tentar e através de Help me I Am Dead conseguiu algo inimaginável: deixar um filme com nazistas, fantasmas vingativos e nudez um tédio imenso!

O filme abre num flashback em plena Segunda Guerra Mundial, em que oficiais alemães nazistas recebem a informação de um camponês de que um homem das cercanias estaria ocultando sua esposa oriental com quem tem uma filha e, desta forma, “poluindo” o sangue puro ariano. O camponês é executado com um tiro e os dois oficiais partem para a tal casa para cumprir seu objetivo.

Help I am Dead (2013) (2)

No tempo presente, uma jovem cadeirante chamada Jennifer (Margarethe von Stern) está fazendo um trabalho de sua faculdade de psicologia, entrevistando moradores da região, quando toma conhecimento de uma casa abandonada no coração da floresta, onde corre uma lenda de que todos os que passaram por lá foram encontrados mortos ou desapareceram. A curiosidade bate mais forte e ela resolve conferir de perto a propriedade, mas ao chegar já no portão percebe que consegue andar de novo!

O que parece um milagre na realidade só acontece dentro do terreno onde a casa está, ou seja, se ela se afastar muito, voltará a precisar da cadeira de rodas. Então ela resolve ficar e a velha casa, que é a mesma do flashback do início do filme, começa a se revelar mais do que um mito antigo e sem fundamento. Existem fantasmas na casa que não tardam para aparecer de forma cada vez mais intensa para Jennifer.

Help I am Dead (2013) (4)

A princípio a premissa é bem instigante – a área de influência fantasmagórica de uma casa poderia fazer um cadeirante voltar a andar – mas a longa duração põe tudo a perder. Sem ter nada a mostrar, sobram no longa cenas desnecessárias, como quando o namorado de Jennifer. Mike (interpretado pelo próprio diretor), entra na casa com o único objetivo de fazer sexo com ela – enquanto o velho rádio transmite um discurso de Hitler do além. O namorado some como poeira e só aparece nas últimas cenas!

Help I am Dead (2013) (5)

Leva mais de uma hora para acontecer algo relevante. Neste meio tempo Jennifer fica andando pra lá e pra cá colocando suas impressões em um gravador, dormindo e fazendo coisas bem lentamente. É irritante e não acrescenta nada à trama. Além dos frequentes flashbacks da Segunda Guerra que ajudam a compreender o roteiro e das aventuras de Jennifer na casa, a única história paralela que acrescenta um pouco de tensão, mas só no terceiro ato, são dois assaltantes que resolvem passar uns dias na casa para esperar “esfriar” as buscas antes de fugir de vez. Evidentemente os dois acabam topando com a garota e cresce uma previsível, mas eficiente, tensão sexual que culmina com mais manifestações dos fantasmas.

Help I am Dead (2013) (1)

A sangueira corre em momentos esparsos, porém devo dar o braço a torcer pois os efeitos criados por Olaf Ittenbach (Lua Sangrenta e Premutos) são incríveis, especialmente nas cenas de flashback (que são propositadamente mais granuladas e cruas) – o único motivo digno de nota. Com um trabalho mais eficiente de edição – cortando quase metade do filme e nos poupando das bobagens onde nada acontece – seria mais proveitoso, do jeito que está só com dedo pesado no fast-forward.

(Visited 120 times, 1 visits today)
Gabriel Paixão

Gabriel Paixão

Colaborador e fã de bagaceiras de gosto duvidoso. Um Floydiano de carteirinha que tem em casa estantes repletas de vinis riscados e VHS's embolorados.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

WP-Backgrounds Lite by InoPlugs Web Design and Juwelier Schönmann 1010 Wien