Críticas

Apocalipse (2015)

Mesmo com alguns clichês incômodos, Apocalipse merece a recomendação pelo esforço eficiente em trazer um novo fim do mundo!

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Apocalipse
Original:Extinction
Ano:2015•País:Espanha, EUA, Hungria, França
Direção:Miguel Ángel Vivas
Roteiro:Juan de Dios Garduño, Alberto Marini, Miguel Ángel Vivas
Produção:Jaume Collet-Serra, Ignacio Fernández-Veiga Feijóo, Brad Luff, Emma Lustres, Borja Pena, Juan Sola
Elenco:Matthew Fox, Jeffrey Donovan, Quinn McColgan, Valeria Vereau, Clara Lago, Eduardo Fedriani, Matt Devere, Alex Hafner, Jeremy Wheeler

O mundo acabou novamente. Um vírus se espalhou rapidamente pela humanidade, obrigando a população a procurar abrigo em zonas de quarentena. Em uma dessas jornadas até o local de reclusão, o ônibus militar é atacado pelas vítimas da doença – inicialmente como zumbis tradicionais – e, na luta pela sobrevivência, Patrick (Matthew Fox, de Guerra Mundial Z, 2013) e Jack (Jeffrey Donovan, de A Bruxa de Blair 2 – O Livro das Sombras, 2000) evitam que a bebê de Emma (Valeria Vereau), a pequena Lu, seja devorada.

Nove anos depois, durante um inverno interminável, Patrick e Jack são vizinhos que não se comunicam, devido a um acontecimento envolvendo o destino de Emma. Lu (agora interpretada pela talentosa Quinn McColgan, de Sem Escalas, 2014) ficou com Jack, que se tornou não apenas seu pai, mas professor e único amigo. Todas as manhãs, durante o café, a garota costuma brincar com o cão de Patrick, sem entender porque o pai não vê no vizinho uma boa companhia. Já Patrick – agora ostentando uma longa cabeleira e uma barba profética – acredita que as criaturas foram extintas e utiliza um rádio para tentar buscar contatos externos, embora muitas vezes seja traído pela própria insanidade.

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Todo o cenário está prestes a sofrer uma grande mudança, quando, durante uma busca por provimentos, Patrick é atacado pela nova condição dos inimigos (mais animalescos, cegos, mas com uma capacidade auditiva extrema). A nova situação obrigará a união dos vizinhos, pensando em alternativas para procurar um novo endereço, sem saber como apresentar esse novo mundo para Lu.

Como o infernauta pode notar, foram necessários três parágrafos para narrar o argumento principal de Apocalipse (Extinction, 2015). Não pela complexidade do enredo, mas pelas mudanças narrativas de uma trama simples desenvolvida através de um interessante conteúdo. Miguel Ángel Vivas (do excelente curta português I’ll See You in My Dreams, de 2003) faz de seu longa uma experiência interessante, mesmo que beba de fontes conhecidas. Baseado num romance de Juan de Dios Garduño, a sua força está no elenco conhecido, nas ótimas atuações – principalmente de Matthew Fox, que entrega uma personagem ingênua e psicologicamente alterada pelo contexto -, e na sensação constante de insegurança.

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Trabalhando em poucos cenários, o que sempre rende produções curiosas, Vivas mantém a atenção do público em sequências depressivas, auxiliadas pela fotografia pálida que facilita a construção e movimentação das criaturas. Em uma das cenas mais intensas e divertidas, sua câmera movimenta-se na vertical por três ambientes da morada, mostrando como estão se defendendo três personagens ao mesmo tempo, num travelling absolutamente genial.

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Como nem tudo são flores, os efeitos de CGI, apesar de discretos, não são muito convincentes; e também não gostei da inclusão de uma nova personagem no terceiro ato, rendendo apenas a conclusão de que existem pessoas lá fora e o modo como os monstros se comunicam. Se tivesse mantido apenas as três personagens, sem alusão de uma “China com pessoas“, o resultado inconclusivo teria sido mais agradável. Mesmo com alguns clichês incômodos, Apocalipse merece a recomendação pelo esforço eficiente em trazer um novo fim do mundo.

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4 Comentários

  1. Gostei muito, e odiei o Jack, o que é bom pois mostra que o personagem conseguiu me convencer! Esse filme entrou para a minha lista pessoal de filmes de zumbi, boa surpresa.

  2. PEDRO E. MATOS

    Legal. Como a safra não está boa, esse acaba salvando.

  3. Lana

    Gostei muito do filme, porém não entendi o pq Jack se metia tanto entre Emma e Patrick, eles tinham um caso como o Patrick suspeitava ou não? Não ficou muito claro isso. Patrick era extremamente corajoso, porém o que ficou encarregado de ficar com a filha era um medroso covarde. foi preciso incluir outra personagem pra ajudá-lo, grávida ainda por cima!!! … o desnecessário pq o pai era muito corajoso e quando finalmente consegue se unir, acontece o que acontece, final ruim deixou muitos pontos de interrogação!

  4. Braiam Caratti

    O melhor filme de zumbi dos anos 10. Muito foda!

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