Críticas

X-Men: Apocalipse (2016)

O nono filme da franquia é um filme bagunçado, mas cheio de momentos marcantes e que reintroduz muito bem antigos mutantes

X-Men (2016) (1)

X-Men: Apocalipse
Original:X-Men: Apocalypse
Ano:2016•País:EUA
Direção:Bryan Singer
Roteiro:Bryan Singer, Simon Kinberg
Produção:Bryan Singer, Simon Kinberg, Stan Lee
Elenco:James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence, Nicholas Hoult, Oscar Isaac, Evan Peters, Sophie Turner

Os X-Men acabaram de alcançar o nono filme em sua franquia que já é a mais duradoura do gênero super-heróis, contando os filmes paralelos de Wolverine e Deadpool. Após o recomeço, introduzido a princípio em X-Men Primeira Classe e posteriormente amarrado em Dias de Um Futuro Esquecido, Apocalipse reintroduziu alguns dos mutantes mais importantes dos quadrinhos, dentre eles Jean Grey, Ciclope e Tempestade, consolidando assim um universo mais jovem. Este terceiro filme terá um impacto especial nos que acompanharam a saga X-Men Evolution e seus mutantes adolescentes.

A trama gira em torno do retorno do mutante Apocalipse, considerado por muito tempo o mutante mais antigo de que se teve registro. Sua habilidade principal consiste em migrar de corpo em corpo, absorvendo as habilidades de seus semelhantes, acumulando uma série de capacidades, que vão de regeneração, até manipulação de matéria e mesmo aumentar os poderes de outros mutantes. É através deste poder que ele seduz quatro mutantes de histórico mais conturbado: Tempestade, Anjo, Psylocke e Magneto. Paralelamente, o número de alunos na escola para indivíduos superdotados de Charles Xavier continua aumentando. Com o apoio de seus aliados, Apocalipse visa provocar uma renovação no planeta, limpando a terra dos fracos e reconstruindo um mundo para os poderosos, no caso, para os mutantes.

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A trama de destruição mundial não é novidade em filmes de super-heróis e já não surpreende mais. A motivação do vilão é bem parecida com a de Ultron, no segundo filme dos Vingadores, por exemplo. Talvez exatamente por se tratar de um vilão “vilanesco” demais, o elemento mais importante do filme acaba sendo o nível relacional entre personagens, ao invés da simples ameaça de destruição, que vale mencionar, é a maior de todos os filmes da franquia até o momento. Enquanto Dias de Um Futuro Esquecido falava de um mundo terrível para os mutantes, Apocalipse fala de um mundo terrível para todos que não se aliem ao vilão que dá nome ao filme. Não só o tema é o maior, como este é o filme mais carregado de ação e quebradeira até o momento, seguindo a linha de outros blockbusters do tipo.

O combate individual ainda ocorre em nível normal, quando comparado aos filmes anteriores, mas o nível de destruição causado por um Magneto com os poderes multiplicados é de um nível simplesmente quadrinesco. Magneto que, por sinal, continua sendo a melhor coisa da franquia. Ter um ator de tanto peso quanto Michael Fassbender em um papel tão interessante não poderia ter outro resultado. Ele é quem mais carrega a carga dramática e o único personagem que tem tempo de tela suficiente para um desenvolvimento real. Seus sofrimentos são palpáveis e interessantíssimos, assim como suas escolhas carregam um nível de questionamento moral quase que shakespeariano.

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Além de Magneto, quem mais rouba a cena é Jean Grey (aka Sansa Stark), que finalmente teve uma representação poderosa e condizente com os quadrinhos e, obviamente, a estrela do filme anterior, Mercúrio, (aka o Flash da Marvel). A participação de Pietro Maximoff, o filho de Magneto, em Dias de um Futuro Esquecido, foi sem dúvidas o ponto alto do filme, apesar disso, Bryan Singer conseguiu de alguma forma superar-se e criar uma cena ainda mais impressionante e divertida. Ciclope também teve uma participação decente, após ser vergonhosamente representado tantas vezes. Em compensação, personagens como o Anjo – ou Arcanjo – continuam inadaptáveis. Já Tempestade, visualmente excelente, não teve a devida atenção, seu nome sequer é mencionado no filme.

Em relação aos personagens e ao nível de ação, o saldo aqui é bem positivo. Apocalipse é um filme envolvente e empolgante, especialmente nas cenas de combate, ou em que os mutantes são colocados em algum tipo de provação. Existem alguns momentos marcantes, que definitivamente entrarão para os anais da história do cinema de super-heróis. Apesar disso, este não é um filme livre de falhas.

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Bryan Singer está longe de ser um grande diretor e não tem uma voz autoral tão marcante quanto a de Matthew Vaughn, que dirigiu aquele que é, até então, o melhor filme da franquia: X-Men Primeira Classe. Este novo filme tem um problema sério de ritmo; parece não haver uma sequência lógica entre as cenas e a passagem do tempo é extremamente confusa. Apesar de muitas cenas serem individualmente impactantes, o filme como um todo é desconjuntado e confuso.

O resultado final é mais um filme superior aos antigos X-Men e que vai ter um impacto especial nos fãs dos mutantes. Para o público que já está cansado deste gênero, ou que esperam algo de alto nível, a lá Capitão América Guerra Civil, Apocalipse será apenas mais uma parte da franquia que tem se arrastado por dezessete anos.

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6 Comentários

  1. Tiago Ricardo Charão

    O Apocalipse parece mais o MESTRE DOS DESEJOS do que o próprio Apocalipse.

  2. Flavio

    Sou fã dos x-mens, e desse último filme eu gostei bastante, o melhor dele esta nos mutantes adolescentes, o que ele peca é no vilão, que não convence ser perigoso. fiquei mais intereçado pela história do trio adolescente do que no apocalipse.

  3. anselmo luiz

    Deve ser um filme interessante para que é fã de quadrinhos,pois eu jã fui, hoje não sou mais ,tudo o que tinha de gibi vendi e esses filmes de herois o ultimo que vi que foi ” HOMEM DE FERRO 3 ” me decepcionou ao ponto de ignorar os outros filmes que vieram ate então,parabens pelo texto,Rodrigo .

  4. Jackson

    Ansioso pra assistir esse

  5. Pablo

    O que diabos essa merda tem a ver com filmes/séries de terror?

    • Rodrigo Ramos Rodrigo Ramos

      Nada. Mas se ler a descrição do site e ver que aqui também falamos de ficção científica e fantasia, vai ver que o filme se encaixa! 😉

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