SOBRE FALSOS DOCUMENTÁRIOS, MARKETING E CÂMERAS TREMIDAS

É fato que de tempos em tempos o cinema de horror/fantástico procure se aproximar de uma estética que poderíamos chamar de… realista. Lá nos idos anos setenta, filmes tão discutidos como Aniversário Macabro (do diretor Wes Craven), Amargo Pesadelo (1972) e A Vingança de Jennifer (1978) eram fundamentados na exposição direta da violência. Não bastava chocar o espectador com estupros, castrações ou mutilações; a estratégia exigia que a violência mostrada fosse visualmente verossímil, sem estilização e quase sempre on-screen.
Alguns abusos e exageros, que beiraram o grotesco, resultaram no longametragem que tornou-se marca do extremo desta estética hiper-realista: o sempre comentado Cannibal Holocaust (1979), dirigido pelo cineasta Ruggero Deodato. O controverso filme, um dos primeiros exemplares do que hoje chamamos de mockumentary (um falso documentário), seria editado a partir de fitas “supostamente reais” que mostravam um grupo de jovens cineastas americanos atacados por canibais enquanto rodavam um documentário sensacionalista na Floresta Amazônica. Atrocidades como canibalismo e empalamento fizeram com que o filme fosse proibido em diversos países. Mas a grande inovação de Cannibal Holocaust não era exatamente a violência e sim a estratégia de publicidade, que espalhava aos quatro cantos que as imagens apresentadas no filme seriam verdadeiras. E por mais improvável que pareça, muitos acreditaram. Processos, censuras, cortes, proibições, críticas e acusações fizeram com que Cannibal Holocaust recebesse merecidamente o honroso título de maldito; enquanto isso seus produtores o anunciavam, orgulhosos, como o filme de horror definitivo.
Curiosidade: sabem qual foi o primeiro mockumentary do qual temos notícia? Na chamada Era Dourada dos Cinemas, nos anos 40, o cineasta Orson Welles transmitiu via rádio uma adaptação da obra Guerra dos Mundos, do escritor H. G. Wells. O problema é que Welles narrou a invasão marciana ao planeta Terra em forma de noticiário, como se tudo realmente estivesse acontecendo. O resultado? Em Nova York, os postos dos bombeiros, da polícia, os jornais e os hospitais foram invadidos por uma multidão de americanos desesperados. Em Newark, 50 mil pessoas fugiram enquanto outras dezenas se suicidaram. Verdade ou não, o certo é que pouco tempo depois o diretor de Cidadão Kane seria considerado um dos cineastas mais importantes da américa.
Duas décadas depois de Cannibal Holocaust, os amigos Daniel Myrick e Eduardo Sanchez repaginariam a estratégia falso documentário, com o auxílio de uma ferramenta então revolucionária: a internet. Para promover A Bruxa de Blair (1999) – que rapidamente ficaria conhecido como um dos maiores fenômenos de bilheteria e de marketing – os jovens diretores disseminaram pelo mundo virtual informações sobre um curioso filme editado a partir de… adivinhem… fitas de vídeo, desta vez encontradas em uma floresta de Maryland. Nelas estaria gravado o trágico destino de três estudantes de cinema que desapareceram enquanto rodavam um documentário sobre a bruxa do título. A estratégia mãe de todos os virais foi um enorme sucesso e, novamente, milhares de espectadores incautos fizeram filas nas portas dos cinemas, acreditando que o filme mostrava imagens reais. Ainda que o enredo de ver A Bruxa de Blair enfoque o sobrenatural e ignore a violência tão explorada em Cannibal Holocaust, o realismo está presente de um modo melhor explorado que neste último: a chamada câmera em primeira pessoa, tremida, por vezes fora de foco, imitando um vídeo amador.
Mais recentemente outras produções experimentaram desta mesma estética documental. A melhor sucedida dentre elas é o espanhol [REC], de 2007. Na película dirigida por Jaume Balagueró e Paco Plaza, vemos o que seria as imagens captadas por uma equipe de televisão. Estas “fitas” flagrariam o desespero dos moradores de um edifício contaminado por um vírus que enlouquece suas vítimas. Os elogios da crítica e do público atraíram a atenção dos mega-produtores americanos. Sem perder tempo compraram os direitos de refilmagem e em menos de um ano lançaram no mercado internacional Quarentena (2008), versão remake-fast-food de [REC]. Um ano após, os próprios espanhóis produziriam uma continuação, que não agradou a todos, chamada REC 2 – Possuídos. Outra produção nos mesmos moldes lançada em 2008 foi o arrasa-quarteirões (literalmente) Cloverfield – O Monstro. Na produção de J. J. Abrams (criador da série Lost) vemos uma Nova York arrasada por uma gigantesca criatura alienígena. As imagens são registros de moradores que lutam desesperadamente pela sobrevivência, mas que nunca deixam de filmar.
Uma experiência interessante acontece em Contatos de Quarto Grau (2009): a proposta inovadora desta produção foi misturar cenas que seriam a reconstituição dos acontecimentos com imagens que seriam “efetivamente” reais. Estas duas versões dividem, em certos momentos, a mesma tela do cinema. No entanto, a perturbadora possessão de uma mulher por uma entidade alienígena revelou-se apenas ficção, embora a produção tenha atingido boa parte do seu objetivo: inspirar dúvidas no espectador sobre a veracidade das imagens apresentadas. Lake Mungo (2008) é outro falso documentário que chamou atenção dos americanos – que prometem um remake para 2011. Neste drama australiano com toques sobrenaturais (rodado como se fosse um documentário do Discovery Chanel), aparições de uma garota que morreu afogada são registradas em diferentes imagens feitas por turistas da região.
Mais recente e um passo a frente dos seus antecessores está a sensação uruguaia A Casa Muda (2010). O longa promete mais um curioso atrativo: as filmagens teriam sido realizadas por uma câmera fotográfica e em um único plano sequência.
ENFIM, ATIVIDADE PARANORMAL
Melhor falarmos um pouco do objeto deste artigo, Atividade Paranormal, uma das produções mais lucrativas e comentadas do ano de 2009. Sensação entre os fãs do gênero, o longametragem explora todo o conjunto de conceitos discutido até aqui, que mesmo não sendo mais uma nenhuma inovação, garante ainda muita discussão.
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Enquanto os blockbusters fazem questão de ostentar orçamentos milionários, outras produções pecam pela falsa modéstia. Segundo os dados oficiais divulgados pelos distribuidores, Atividade Paranormal teria custado a bagatela (um tanto suspeita) de US$ 15 mil (menos de R$ 40 mil). O porquê da desconfiança? Pensemos. O já citado – várias vezes, diga-se de passagem – A Bruxa de Blair (a produção mais rentável da história do cinema), custou quatro vezes mais, cerca de US$ 60 mil (e arrecadou US$ 250 milhões). Portanto, assim como é inevitável a comparação entre estes dois filmes, é também inevitável a campanha para que AtiA Bruxa de Blair, em todos os sentidos. No entanto, é indiscutível o fato de que até o momento em que este artigo foi escrito Atividade Paranormal mantém-se firme entre as produções mais vistas nos cinemas americanos (há pelo menos 6 semanas), ultrapassando os US$ 100 milhões em bilheteria e deixando para trás concorrentes de peso como Jogos Mortais 6 (2009). Tudo indica que Atividade Paranormal se tornará o novo filme mais lucrativo da história, roubando o título orgulhosamente exibido há mais de uma década por A Bruxa de Blair.
Atividade Paranormal só foi distribuído comercial e internacionalmente depois de dois anos de exaustivas exibições em pequenos festivais ao redor do mundo. O percurso entre revelação do cinema independente em mostras dedicadas ao gênero (entre elas o Screamfest, Slandance e Telluride) até fenômeno distribuído por um grande estúdio – a Paramount – é recheado de histórias que, verdadeiras ou falsas, não deixam de ser bizarras.
O estreante Oren Peli – ex-desenvolvedor de jogos eletrônicos – afirma ter escrito o roteiro de Atividade Paranormal inspirado em acontecimentos não apenas reais, mas por ele mesmo vivenciados. Ao mudar-se para um novo imóvel, ruídos sem explicação deixaram o cineasta israelense intrigado. Foi então que teve a ideia de instalar câmeras e registrar em imagens seja lá o que fosse o causador dos barulhos. Obviamente ele não instalou câmera nenhuma, nem registrou fantasma algum. Mas tomou a decisão acertada que lhe garantiria muito dinheiro e algumas portas abertas em Hollywood. Depois de realizar pesquisas exaustivas sobre assombrações, fenômenos sobrenaturais e demonologia, escreveu um roteiro, economizou alguns dólares e resolveu rodar um filme. Para não estourar o orçamento, Peli usou um imóvel velho de sua propriedade como cenário, escolheu dois atores ainda desconhecidos e filmou – em apenas uma semana, Atividade Paranormal.
Oren Peli revela também que a concepção dos diálogos entre o casal protagonista foi o mais natural possível, e que ele teria usado uma técnica chamada retroscripting, onde os atores improvisam o diálogo na hora, vivendo os acontecimentos como se fossem reais (procedimento similar ao que já havia sido usado em A Bruxa de Blair).
DO NADA AO TOPO
Como todo fenômeno que se preze, a trajetória de Atividade Paranormal teve início em pequenos festivais e mostras dedicadas ao gênero, onde Peli entregava cópias do filme à potenciais distribuidores. Foi numa destas situações que a cópia acabou nas mãos do então figurão da Miramax, Jason Blum, que ironicamente havia rejeitado o projeto A Bruxa de Blair, dez anos antes. Com medo de repetir a mesma burrada, correu desesperadamente atrás de apoio para distribuição para o filme.
Blum entregou um DVD com uma cópia do filme para outro grande executivo da indústria do cinema, o nosso amigo Steven Spielberg. Passado alguns dias, demonstrando a sensibilidade artística que lhe é característica, o criador de Indiana Jones devolveu o filme dentro de um saco de lixo.
Diz a lenda que, semelhante ao que acontece no enredo de Atividade Paranormal, a porta do quarto onde Spielberg dormia fechou e travou misteriosamente. Foi necessário chamar um marceneiro para destravar a porta e liberar o cineasta, que imediatamente mudou de ideia, autorizando a compra dos direitos para uma refilmagem, que seria então produzida por Bloom e dirigida pelo próprio Oren Peli.
O tempo passa, crise mundial vem, crise vai, os direitos da refilmagem vão para a Paramount, que rompe com a Dreamworks do Spielberg. Entre tantos percalços, abandonam a ideia do remake e resolvem lançar o original, para sorte de todos – inclusive a nossa.
E continuaram os boatos se misturando a realidade. Durante a exibição de teste, diversas pessoas teriam saído durante a sessão, não suportando a atmosfera de medo e horror criada pelo filme. Pelo menos esta informação tem pouco cabimento, já que as cenas mais pesadas só vão acontecer próximas ao final do filme.
Passada a fase de mostras e festivais, a estratégia de distribuição adotada pela Paramount procurou fugir dos padrões hollywoodianos. As treze primeiras sessões aconteceram em cinemas localizados em regiões universitárias, sempre à meia noite. A intenção dos produtores era criar uma atmosfera de mistério em torno do filme.
Outra inovação – que também vai em oposição ao modo como os estúdios norte-americanos distribuem seus filmes – foi evitar a estreia numa única data. Apostando do potencial do produto, a Paramount resolveu lançar Atividade Paranormal de forma segmentada, deixando o filme escasso a princípio, estimulando a curiosidade dos espectadores e garantindo uma “procura maior do que a oferta” nas semanas seguintes. Para efetivar a distribuição, o estúdio utilizou uma ferramenta virtual chamada Eventful.com. A ideia deste site é simples, mas eficiente: um grupo de pessoas que tem interesse que um espetáculo cultural inédito seja apresentado em sua cidade cria um evento (uma espécie de abaixo-assinado) e compartilha com os amigos. Que compartilham com os amigos deles. E assim por diante. Este mapeamento foi utilizado para escolher as cidades onde Atividade Paranormal seria apresentado primeiro, convocando os internautas interessados a se manifestarem.
Enfim, graças a todo este marketing estratégico de distribuição, que custou mais de US$ 10 milhões a Paramount, a bilheteria de Atividade Paranormal seguiu um caminho exatamente inverso ao da maioria das produções lançadas no mercado americano: em vez de cair com o passar do tempo, aumentou semana após semana. O longametragem estreou em apenas 12 salas na quadragésima oitava posição no ranking dos mais vistos; depois de cinco semanas alcançou o topo das bilheterias, com mais de duas mil cópias distribuídas.
O espectador mais atento vai notar ainda uma grande semelhança (proposital, lógico) entre o trailer de Atividade Paranormal e o da produção espanhola [REC]. Ambos intercalam cenas do filme com reações de medo e nervosismo da plateia.
UMA RELEITURA, MAS COM MUITOS MÉRITOS.
Um dos grandes méritos de Atividade Paranormal é o roteiro, tão simples quanto funcional. Entretanto, engana-se quem pensa o longa é apenas mais um filme de casa mal-assombrada. O enredo narra o caso de Katie Featherstone, uma jovem que acredita ser perseguida por uma entidade sobrenatural desde criança. Nada muito perigoso, apenas ruídos durante a noite e alguns pesadelos. A situação se complica quando o marido, Micah Sloat, resolve instalar uma câmera dentro do quarto. Inicialmente cético, ele acaba obcecado em flagrar em vídeo a evidência de uma “atividade paranormal”. Esta compulsão irracional parece potencializar as pequenas e inexplicáveis ocorrências, que pouco a pouco fogem do controle. A engenhosidade do roteiro consiste exatamente na sobriedade; não há sangue, nem efeitos mirabolantes (até porque isso o orçamento não suportava), ou muito menos as hoje costumeiras – e muitas vezes artificiais – reviravoltas de enredo (o famoso final “surpresa”).
Atividade Paranormal segue a risca a eficaz cartilha sobre a construção do suspense em forma crescente. Portanto, alguns podem se incomodar com falta de ação no começo do filme. E até mesmo os mais entusiastas têm que admitir, aparentemente nada acontece durante os primeiros quarenta minutos de filme. Mas é este nada a preparação, lenta e quase imperceptível, para os tensos minutos finais. O horror é gradativo: ruídos, luzes que se apagam, lustres que balançam, vozes que sussurram, até o inevitável desfecho: (obviamente ainda não entregaremos o final de Atividade Paranormal, ainda). Outra grande sacada do roteiro é explorar o momento em que nos mostramos mais vulneráveis, ou seja, a hora em que estamos dormindo.
O elenco é reduzido ao casal protagonista, interpretado com muito empenho pelos novatos Micah Sloat e Katie Featherston. Desnecessário lembrar que a estratégia de usar nos personagens os mesmos nomes dos atores não é nenhuma novidade. Só para exemplificar, a mesma técnica também já havia sido usada em A Bruxa de Blair.
O FILME DENTRO DO FILME
(nível de SPOILERS: médio)
Uma surpresa interessante, que não implica necessariamente numa grande reviravolta, mas que sem dúvida amplifica o efeito “medo” no espectador, é a revelação da fonte dos eventos sobrenaturais. Em vez das esperadas assombrações, o grande vilão da história é um demônio, que como é revelado durante a trama, se alimenta de energia negativa e acompanha Katie desde a sua infância.Intrigado, Micah pesquisa na internet supostos casos de possessão demoníaca. O resultado é bem mais assustador que o pesadelo vivenciado pelo casal (pelo menos até aquele momento): um vídeo mostra o exorcismo de uma jovem possuída que literalmente devora os braços, numa cena um tanto perturbadora.
AS TRÊS ATIVIDADES
A primeira versão de Atividade Paranormal, que foi enviada por Oren Peli aos possíveis distribuidores comerciais do filme – e que acabou vazando na internet – é um pouco diferente do corte que está sendo exibido nos cinemas. Dos 97 minutos originais sobraram apenas 86. Dentre as várias cenas que foram cortadas, destaca-se na versão teatral a ausência da sequência em que Micah encontra num site o vídeo da menina possuída que mastiga os próprios braços. Outra diferença capital é o desfecho totalmente “comercializado” utilizado na versão final.
No vigésimo primeiro dia após o início dos eventos sobrenaturais, Katie acorda no meio da noite, levanta-se, por alguns momentos encara o marido que dorme profundamente. Como uma sonâmbula, desce até andar inferior. Pouco depois, Micah salta da cama ao ouvir os gritos da esposa. Tudo o que vemos são as imagens fixas da câmera instalada no quarto. O marido deixa o quarto desesperado atrás de Katie. Em off, ouvimos novos gritos que denunciam uma briga ou algo parecido. Silêncio. Minutos depois, Katie retorna ao quarto, ensanguentada e carregando uma faca. Ela senta-se ao lado da cama, e ali permanece, em estado catatônico, durante mais de um dia (vemos pelo tempo marcado na câmera). Ouvimos então Amber, amiga do casal, batendo a porta, depois a polícia invadindo a casa e os comentários quando encontram o corpo de Micah. Os policiais sobem até o quarto e encontram Katie ainda em transe. Em estado de choque ela resiste em largar a faca e acaba baleada pelos políciais. Sobe então os créditos e ouvimos o áudio dos rádios da polícia comentando que descobriram as imagens que foram gravadas no local do crime.
Enquanto no original chegamos a uma conclusão natural do acontecido, o desfecho que foi para os cinemas desnecessariamente explica melhor as coisas. Após retornar ao quarto depois de matar o marido, Katie arremessa o corpo do marido em direção a câmera, que cai (a partir deste momento vemos as imagens inclinadas). Ela rasteja – numa sequência a la Sadako – dá um sorriso, e então, numa tentativa de assustar o espectador, ataca a câmera. Um texto explica então o que acontece a seguir: o corpo de Micah foi encontrado pela polícia dia 11 de outubro de 2006. O paradeiro de Katie continua desconhecido. Fica claro que alteraram o final do filme apenas para criar um gancho para uma continuação (que já foi anunciada para 2012). Previsível, não?
Segundo o diretor Oren Peli, existiria ainda outra versão, que teve apenas uma exibição pública. Neste suposto corte, Katie, quando retorna ao quarto, caminha em também em direção a câmera e acaba cortando a própria garganta.
Qual desfecho seria o melhor? O oficial parece americano demais, muito explicado e com um “susto” extremamente forçado, que destoa da abordagem realista apresentada no restante do filme. A segunda versão disponível na internet (ilegalmente, mas disponível) é mais interessante e mais natural. Já a terceira versão chama atenção por apresentar um desfecho mais violento e explícito. Enfim, o que esperamos é que, depois do sucesso comprovado nos cinemas, o lançamento em DVD/BD traga entre o material extra todas as três opções.
OS ECOS DE ATIVIDADE PARANORMAL
Ainda que seja um exagero as críticas espalhadas em sites gringos especializados no gênero, como “o filme mais assustador de todos os tempos” ou “inacreditável”, o que é incontestável é que Atividade Paranormal arrastou uma multidão de americanos aos cinemas. O resultado, além da continução anunciada, foi um up na carreira do estreante Oren Peli, que assumiu a direção de Área 51. A produção, de U$ 5 milhões, utiliza a mesma estética que assegurou parte do êxito de Atividade Paranormal. Desta vez são encontradas gravações “reais”que mostram as imagens de um grupo de jovens que localizaram e invadiram uma base militar secreta onde estaria escondido um OVNI.
O sucesso de Atividade Paranormal refletiu também nas decisões dos produtores da Showcase Entertainment, que alterou o nome do terror Walking Distance para Experiment Activity (Atividade Experimental, em sua tradução literal). O marketing não foi assim tão gratuito, já que a atriz Katie Fatherston (de Atividade Paranormal) também está no elenco da produção. A produtora mais picareta do universo, a The Asylum, não perdeu tempo e lançou meses depois Entidade Paranormal (Paranormal Entity).
Finalmente, mesmo não sendo revolucionário, Atividade Paranormal é uma produção no mínimo intrigante, cercada de histórias extra-cinematográficas, e com uma execução extremamente competente. Uma boa dica, caso não aproveite a oportunidade de asssistir nos cinemas, é assistir sozinho, de madrugada e com as luzes apagadas. Mas isso, é claro, só se tiver uma boa dose de coragem.









Um dos filmes mais superestimados que já vi. Chato, não assusta nada e nada diferente de tantas outras produções que já fizeram a mesma coisa muito melhor.