Críticas

A Dama e o Monstro (1944)

Atuações ruins e um roteiro que dá maior ênfase para uma história policial, em vez de trabalhar a ficção científica com elementos de horror.

A Dama e o Monstro (1944) (1)

A Dama e o Monstro
Original:The Lady and the Monster
Ano:1944•País:EUA
Direção:George Sherman
Roteiro:Dane Lussier, Frederick Kohner, Curt Siodmak
Produção:George Sherman
Elenco:Vera Ralston, Erich von Stroheim, Richard Arlen, Helen Vinson, Mary Nash, Sidney Blackmer, Janet Martin

Direção de George Sherman, cineasta mais conhecido pelos filmes de western. É uma produção da “Republic” com fotografia em preto e branco, e história baseada no conto O Cérebro de Donovan, escrita em 1942 por Curt Siodmak. Teve outras duas refilmagens, Experiência Diabólica (Donovan´s Brain, 1953) e The Brain (1962).

Em A Dama e o Monstro, o “cientista loucoProf. Franz Mueller (o austríaco Erich von Stroheim) está trabalhando em seu castelo no deserto do Arizona com experiências para tentar manter vivo o cérebro mesmo após a morte do corpo. Auxiliado por dois assistentes, o Dr. Patrick Cory (Richard Arlen) e a bela Janice Farrell (a atriz Tcheca Vera Hubra Halston), o cientista tenta obter sucesso utilizando animais como um macaco doente à beira da morte, mas seu interesse maior está em testar a experiência em seres humanos.

Após surgir a oportunidade com o cadáver de um famoso e misterioso milionário, William H. Donovan, morto no acidente com a queda de um pequeno avião, o Prof. Mueller consegue êxito em manter o cérebro vivo e ativo mergulhado numa solução química especial. Porém, continuando o projeto científico com a tentativa de comunicação com o cérebro, eles não imaginariam que o seria controlado telepaticamente pelo cérebro de Donovan, obrigando-o inconscientemente a fazer suas vontades obscuras, colocando em risco a vida de todos.

A Dama e o Monstro (1944) (2)

A premissa central é de ficção científica bagaceira com elementos de horror, típica dos anos dourados do cinema fantástico das décadas de 40 a 60 do século passado, e nesse caso especificamente misturado com uma história policial. Com 82 minutos de duração e uma interessante atmosfera sinistra nas cenas no interior do castelo gótico, o filme apresenta os clichês característicos dessas divertidas tranqueiras. Temos o tradicional laboratório sombrio do “cientista louco”, que por sua vez tenta se convencer que seu trabalho traz resultados para o bem da humanidade, através da capacidade em manter vivo um cérebro separado do corpo morto, e com isso preservar o conhecimento, sabedoria e pensamentos de personalidades importantes como cientistas, inventores, escritores e estadistas.

Porém, apesar desses elementos do cinema bagaceiro de FC sempre garantirem a diversão, temos alguns fatores negativos que chegam a incomodar um pouco, mesmo para os apreciadores do estilo. A atuação forçada e sem expressão da atriz Vera Hubra Halston, que deixa claro que não possui as habilidades necessárias para a arte de atuar, e o roteiro que dá maior ênfase para uma história policial com um assassinato misterioso e pessoas interessadas em dinheiro, em detrimento do mais interessante que é a ficção científica com horror.

Leia também:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *