Críticas

Robert the Doll (2015)

Fotografia amadora, edição ruim e mal dirigido, não há nada que se salve como cinema de entretenimento, nem mesmo a concepção do boneco!

Robert the Doll (2015) (1)

Robert the Doll
Original:Robert the Doll
Ano:2015•País:EUA
Direção:Andrew Jones
Roteiro:Andrew Jones
Produção:Andrew Jones
Elenco:Megan Lockhurst, Lee Bane, Suzie Frances Garton, Flynn Allen, Judith Haley, Samuel Hutchison, Cyd Casados

Depois que a boneca Annabelle despontou no horror Invocação do Mal (2013), as histórias consideradas reais e suas lendas por trás do brinquedo obrigariam a realização de um filme solo no ano seguinte. Mesmo com a toda a liberdade de criação trazendo exageros ao conteúdo, Annabelle foi bem nas bilheterias e seu sucesso atraiu a atenção para outras histórias envolvendo bonecos amaldiçoados, como o terrível Robert. O precursor dos brinquedos assassinos, principal inspiração de Don Mancini na criação de Chucky, não demoraria para ganhar seu próprio filme, Robert the Doll, de Andrew Jones. Mas, o boneco do mal merecia um tratamento no mínimo aceitável devido à fama de maldito.

Quem leu o artigo 25 Filmes de Terror Baseados em Fatos Reais já sabe um pouco do que Robert foi capaz de fazer. A história real por trás do brinquedo se passa em 1904, em Kay West, local onde uma enfermeira jamaicana, habilidosa em magia negra e vudu, resolvera se vingar da família Otto ao entregar para o menino Eugene o boneco possuído Robert, com sua vestimenta de marinheiro. De acordo com os fatos relatados, Eugene era flagrado constantemente em diálogos com o brinquedo, além do boneco ser visto em lugares inusitados e ter sido acusado de derrubar móveis e trazer mau agouro para a família. Depois que Eugene morreu em 1974, o boneco – que ficava em seu sótão – foi vendido para uma nova família, que também sofreu com a presença macabra até ser recolhido para o museu Martello, onde se encontra em exposição até hoje.

Robert the Doll (2015) (3)

Com o argumento praticamente desenvolvido, Andrew Jones, uma espécie de cineasta The Asylum, com o nome associado a genéricos como Night of the Living Dead: Resurrection (2012), The Amityville Asylum (2013), Silent Night, Bloody Night: The Homecoming (2013) e Poltergeist Activity (2015), entre outros, partiu para a realização de mais uma produção “rabo de cometa“, feita às pressas, sem a menor competência para assustar ou impressionar. Robert the Doll se passa nos dias atuais, época em que a doméstica Agatha (Judith Haley, uma versão mais barata de Lin Shaye) é mandada embora de uma residência, devido a algumas falhas de memória. Com ressentimentos, antes de partir, ela decide dar ao pequeno Gene (o péssimo Flynn Allen) o boneco Robert. “Sinto muito“, diz Jenny (Suzie Frances Garton) para a senhora, ouvindo como resposta. “Vai sentir.

Jenny sofre de problemas psicólogicos, precisando evitar estresse e do apoio do marido Paul (Lee Bane). Contudo, assim que o boneco assume seu posto numa cadeira ao lado da cama de Gene, coisas estranhas começam a acontecer. Conversas com o menino, objetos derrubados pela casa, uma mensagem com batom no espelho – Morra! – até o primeiro assassinato, da babá Martha (Megan Lockhurst). A única a entender o que está acontecendo é Jenny, que logo resolve buscar informações sobre o passado trágico de Robert a fim de evitar que o boneco resolva agir com violência contra sua família.

Com um orçamento irrisório, Robert the Doll é um filme que expõe sua falta de qualidade técnica em cada cena. Fotografia amadora, edição ruim e mal dirigido, não há nada que se salve como cinema de entretenimento, nem mesmo a concepção do boneco, claramente inspirada nas feições exageradas de Annabelle, com algumas pitadas do Filho de Chucky. E se optassem por usar o boneco apenas como um representante do mal e tentassem surpreender ao fazer do garoto Gene o verdadeiro culpado dos problemas ocorridos, poderia haver, pelo menos, um elogio ao argumento. A opção escolhida foi fazer dele um primo pobre de Chucky, levando o espectador a altas risadas na cena em que ele anda com um taco de beisebol ou leva uma facada. Também contribuem para a desistência de acompanhá-lo até o fim, as atuações horrorosas do elenco, principalmente no pequeno Flynn Allen, que passa mais da metade de suas cenas na cama, com o corpo levantado ou fingindo estar dormindo.

Algum parentesco com Glen?

Algum parentesco com Glen?

Mesmo não empolgando ou trazendo qualquer motivo para uma conferida, Robert the Doll já terá uma continuação em meados deste ano. The Curse of Robert the Doll também tem a direção de Andrew Jones e o retorno de Suzie Frances Garton, novamente como Jenny, e de Lee Bane, desta vez como um fabricante de brinquedos. O enredo se passará no museu onde o brinquedo estaria em exibição, ampliando as possibilidades cruéis do maldito. Para os fortes!

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2 Comentários

  1. Jorge Soto

    O Willem Defoe deveria processar essa produção picareta por uso indevido de sua imagem no boneco

  2. Então tive sorte de não ter visto o filme todo, só tinha visto 5 minutos e já vi que não valia apena terminar de ver o restante.

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