Críticas

Fear, Inc. (2016)

Se você acha que viu filmes demais e não se assusta mais com facilidade, pegue o telefone e ligue para a Fear, Inc. para que seus desejos sejam atendidos

Fear, Inc.
Original:Fear, Inc.
Ano:2016•País:EUA
Direção:Vincent Masciale
Roteiro:Luke Barnett
Produção:Luke Barnett, Heather Kasprzak, Natalie Masciale, Vincent Masciale
Elenco:Lucas Neff, Caitlin Stasey, Chris Marquette, Stephanie Drake, Mark Moses, Abigail Breslin, Richard Riehle, Patrick Renna, Naomi Grossman, Leslie Jordan

Bob Dylan, o cantor e compositor laureado com o prêmio Nobel uma vez perguntou em retórica: Quantos filmes de terror um homem precisa assistir até que seja chamado de homem? Bem, pelo menos foi algo parecido… Nós que aqui do Boca vivemos disso, e vocês fãs de horror, de tantas obras repassadas aparentemente perdemos a sensibilidade para se chocar em frente à tela e o que todo mundo vê como assustador para nós é só mais um passeio no parque.

Joe Foster (Lucas Neff, de Saving Grace), o personagem principal de Fear, Inc., é uma destas pessoas. Um vagabundo falastrão em adolescência tardia que leva uma vida boa depois de se casar com a rica Lindsey (Caitlin Stasey, Todas as Cheerleaders Devem Morrer), mas sente que lhe falta emoção. É época de Halloween e após sair com a esposa para uma previsível e chata volta na nova Casa dos Horrores na cidade, ele recebe um cartão de um desconhecido de uma misteriosa empresa chamada Fear, Inc., com a promessa de que eles criarão o terror de sua vida em sustos personalizados e ultrarrealistas.

Joe considera por um momento e mais a noite recebe a visita do amigo de infância Ben Davidson (Chris Marquette, Freddy vs. Jason) acompanhado da mulher Ashleigh (Stephanie Drake) para uma sessão de nostalgia regada a álcool e algumas substâncias ilegais. Em uma conversa sobre o evento mais cedo, Ben diz que conhece a Fear, Inc. por sua reputação de serem loucos e jamais saberem a hora de parar – sua chefe teria os contratado e desaparecido poucos dias depois. Como curiosidade, a chefe aparece em cinco minutos na abertura do filme e é interpretada por Abigail Breslin, indicada ao Oscar de 2007 por Pequena Miss Sunshine.

A conversa atiça a curiosidade do rapaz, que tenta fazer um contato com o número de telefone contido no cartão. Uma voz vacilante dá a notícia que eles estão lotados e não conseguiriam lhe atender. A ligação cai abruptamente. Tudo parece resolvido, mas próximo da madrugada um misterioso mascarado resolve aparecer para perseguir e matar cada um dos amigos… Será tudo uma grande brincadeira – uma versão na vida real de Vidas em Jogo (1997) – ou os sustos parecem reais e sangrentos demais?

Baseado em um curta homônimo de 2014, Fear, Inc. mantém os mesmos realizadores: Vincent Masciale na direção e Luke Barnett no roteiro e é perceptível que eles tentaram colocar o máximo de referências aos slashers contemporâneos quanto possível. Homenagens e referências diretas a Pânico, Jogos Mortais, Sexta-feira 13, Halloween, A Hora do Pesadelo, entre outros, são lançadas a todo momento e motivo de sorrisos para quem viu boa parte deles, completadas com boas cenas de violência e sustos eficientes. A condução da trama abusando da metalinguagem e brincando com as expectativas do público também são destaques, contudo pode distrair quem não estiver acompanhando mais atentamente.

A única coisa que dá nos nervos é no quão péssimo protagonista é Joe Foster… Não pela performance do ator Lucas Neff, que é muito boa, mas em como ele é retratado no filme. Joe é tão raso, aproveitador, deplorável e irritante que é fácil se pegar torcendo para que tudo o que os vilões fazem com ele seja verdade e ele sofra das formas mais nefastas possíveis.

No todo, Fear Inc. é um produto feito com um público muito específico e exigente em mente: os fãs de horror com certa bagagem. Se você estiver neste nicho, o filme atenderá parte das suas expectativas, e será o suficiente para uma boa hora e meia de entretenimento e risadas.

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2 Comentários

  1. Igor Lisboa

    O filme até te entretêm, mas meu deus… Que protagonista irritante, o filme inteiro um embuste do cacete, cara chato, mimado, irresponsável, folgado, egoísta e extremamente BURRO pqp, torci pra ele morrer o filme todo como nunca tinha feito antes

  2. Yves

    O humor desse filme me irritou um pouco!

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