Críticas

When the Lights Went Out (2012)

Uma produção inglesa despretensiosa, que não esconde suas inspirações e cumpre seu papel como um interessante exemplar desse subgênero!

When the Lights went out (2012)

Quando as luzes se apagam…o terror começa!

When the Lights Went Out
Original:When the Lights Went Out
Ano:2012•País:UK
Direção:Pat Holden
Roteiro:Pat Holden
Produção:Bil Bungay, Deepak Nayar
Elenco:Kate Ashfield, Nicky Bell, Alan Brent, Claire Catterson, Jacob Clarke, Martin Compston, Peter Egan

Poderia haver um espaço nas locadoras para o subgênero família se muda para uma casa nova e enfrenta assombrações devido à quantidade imensa de produções que mantém esse argumento básico. Ainda assim é um estilo bastante procurado pelos fãs do gênero nos aluguéis e compras de filmes. Na maioria das vezes, o resultado é satisfatório, surgindo películas simples, mas eficientes dentro de sua proposta, embora alguns exemplares ruins já tenham sido realizados na história do horror no cinema. Para cada Terror em Amityville surgem uns oito The Haunting of Winchester House para equilibrar o gênero.

O mais novo exemplo é o sobrenatural When the Lights Went Out, com direção e roteiro de Pat Holden (Quase Virgem, 2005), a respeito de uma família que se muda para uma casa nova e enfrenta assombrações (!!!). Apesar do argumento óbvio, o filme traz algumas diferenças que acabam por torná-la interessante e passível de ser recomendada. A primeira delas está na escolha da década de 70 como época em que se passa a história – longas de terror ambientados no passado costumam resultar em trabalhos interessantes (Os Outros, O Despertar, The House of the Devil). Já o outro diferencial está no ritmo da narrativa que não perde tempo e já coloca os familiares em contato com fantasmas já nos primeiros dez minutos.

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Baseado em fatos supostamente reais, no ano de 1974, a família Maynard finalmente se mudou para a casa dos sonhos. Len (Steven Waddington, The Hunters), Jenny (Kate Ashfield, de Todo Mundo Quase Morto) e a adolescente Sally (Tasha Connor) estão prestes a começar uma vida nova, mas o local escolhido já possui moradores que não querem ser incomodados: logo na primeira noite, a jovem percebe que há coisas estranhas ali como seu lustre que não pára de balançar e um cavalo de brinquedo que se movimenta sozinho.

Ela avisa seus pais, mas, como sempre nos filmes do estilo, não é ouvida, sendo exageradamente ofendida e agredida diversas vezes. Contudo, novos episódios bizarros acontecem com o pai, com a mãe e amigos do casal, fazendo-os se convencer das presenças possivelmente malignas. Mesmo com os acontecimentos assustadores, Jenny não quer arredar o pé dali, optando por tentar ignorar os problemas, enquanto seu marido resolve arrecadar dinheiro com a divulgação nos jornais, gerando visitas pagas à casa maldita. Tornam-se famosos na mesma proporção em que sofrem preconceito, principalmente Sally, vítima da assombração e das gozações no colégio, onde nutre uma paixão pelo jovem professor Price (Martin Compston, de The Disappearance of Alice Creed).

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Com a ajuda de um especialista, a família descobre que o local está assombrado por duas presenças, uma boa e uma ruim. Ambas estão em contato com Sally, com seus interesses diferentes, seja nos efeitos poltergeist para afastá-la do mal ou tentar alguma maldade com a jovem. Um padre safado (Gary Lewis) é forçado a realizar um exorcismo por chantagem, enquanto a história da garota-fantasma é revelada nos bosques e no mosteiro da região.

When the Lights Went Out, indicado para o prêmio de melhor filme do Neuchâtel International Fantasy Film Festival, cumpre com o que promete, mesmo não sendo assustador. Traz um bom enredo, boas direção e atuações, embora os efeitos especiais na sequência final não sejam convincentes. É uma produção inglesa simples e despretensiosa, que não esconde suas inspirações e cumpre seu papel como um interessante exemplar do subgênero casas malditas.

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2 Comentários

  1. Tiago Yaakov

    Filme muito fraco nao tem suspense e nem susto nenhum…Poderia ter rendido um bom filme

  2. vanessa vasconcelos

    FRACO DEMAIS.

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