Críticas

Blackout (2008)

Blackout é uma metáfora urbana, permitindo boas reflexões sobre o equilíbrio de nossas ações, travestido num thriller claustrofóbico!

Blackout (2008) (2)

Blackout
Original:Blackout
Ano:2008•País:EUA
Direção:Rigoberto Castañeda
Roteiro:Ed Dougherty
Produção:Dana Lustig, Valerio Morabito
Elenco:Amber Tamblyn, Aidan Gillen, Armie Hammer, Katie Stuart, Alvaro Roque, Jim Arnold, Claudia Bassols, Kate Jennings Grant

Sabe aquela sensação de ter perdido a chance de fazer alguma coisa por conta dos enganos da mente? Você precisava visitar alguém, buscar algo, telefonar para determinada pessoa, mas as ocupações do cotidiano desviaram sua atenção e impediram a realização do que era necessário. Geralmente, quando isso acontece, somos tomados por uma sensação tremenda de impotência, um desvio de caminho, um apagão. Arrependido pelo erro cometido, a primeira reação é tentar corrigir a situação, apontando desculpas esfarrapadas que o levaram a um esquecimento bobo de algo importante. Blackout é uma metáfora urbana, permitindo boas reflexões sobre o equilíbrio de nossas ações, travestido num thriller ousadamente claustrofóbico.

Nele, há três narrativas isoladas que se confrontam num mesmo ambiente. Karl (Aidan Gillen, de Maze Runner: Prova de Fogo, 2015) perdeu a esposa, vítima de aparente suicídio, e tenta reorganizar sua vida no cuidado da filha; Tommy (Armie Hammer, de O Agente da U.N.C.L.E., 2015) está disposto a fugir com a namorada, depois de um episódio bruto com o pai dela; a solitária Claudia (Amber Tamblyn, de Django Livre, 2010) testemunhou o grave acidente da avó e está abalada pela notícia de que a senhora só tem poucas horas de vida. Os três precisam fazer alguma coisa importante em um velho edifício, com poucos moradores, em pleno final de semana que antecede o feriado de 4 de Julho. Ao entrar no elevador, eles são surpreendidos por uma pane, ocasionada por um blecaute, e precisam encontrar um meio de sair dali pela necessidade de cumprir a tarefa determinada, com a possibilidade de consequências que poderão marcá-los para sempre.

Blackout (2008) (1)

É claro que a convivência em um ambiente fechado por um longo período trará conflitos, intensificados, com algumas revelações que irão inverter os papéis de mocinho e bandido. Além da dificuldade de permanência, devido ao pouco oxigênio, há alguém ali com um currículo perigoso e violento, com atitudes hostis.

Com direção de Rigoberto Castañeda (de KM 31: Kilómetro 31, 2006) e roteiro de Ed Dougherty (de V/H/S: Viral, 2014), Blackout é bem dinâmico, com boa movimentação da câmera e alternância na narrativa, gerando um bom thriller em ambiente único. Além das sensações transmitidas, permite a reflexão sobre a valorização do que é importante a fim de evitar apagões.

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