Críticas

Psycho Cop 2: O Retorno Maldito (1993)

Esta segunda, e última, parte da saga do policial psicótico é mais retardada, vulgar e insana – uma continuação superior a primeira!

Psycho Cop 2 (1993) (1)

Psycho Cop 2: O Retorno Maldito
Original:Psycho Cop Returns
Ano:1993•País:EUA
Direção:Adam Rifkin
Roteiro:Wallace Potts e Dan Povenmire
Produção:David Andriole, Edward Bates, Cassian Elwes, David Niven Jr, Robert R. Shafer
Elenco:Robert R. Shafer, Jeff Qualle, Palmer Lee Todd, Dan Campbell, Cindy Guyer, Linda West, Greg Joujon­Roche

Joe Vickers, o policial psicótico e satanista, está de volta! Quatro anos depois de apavorar um grupo de jovens chatos numa casa de campo, desta vez o vilão ataca uma turma de executivos num prédio de escritório.

O filme começa numa lancheria, onde Vickers está tomando seu café e saboreando um donut, a refeição básica de todo o tira que se preze no cinema norte-­americano. No outro extremo do balcão estão Larry (Rod Sweitzer) e Brian (o careteiro Miles Dougal), dois colegas de trabalho, que estão fazendo planos para a despedida de um terceiro colega, Gary (Dave Bean) . A festa será no próprio escritório em que trabalham, depois do expediente. O problema é quando o falastrão Brian fala que está com as drogas para levar para a festa e o policial escuta a fala e adverte os jovens yuppies para que não cometam nada fora da lei. Depois da saia justa, os dois idiotas vão para o trabalho, mas são seguidos até o prédio por Vickers, que monta campana na região, esperando anoitecer.

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Depois que acaba o expediente e vai embora o dono da empresa, o sovina e rabugento sr. Stonecipher (John Paxton), ficam na empresa para a festinha, Larry, Brian, Tony e Mike (Nick Vallelonga). Além deste quarteto farrista, ficam no prédio também o casal Tony (Justin Carroll) e Cindy (Melanie Good), que têm o hábito de transarem na sala da copiadora, e a funcionária séria e caxias, Sharon, que ficou até mais tarde para por o trabalho em dia, apesar da farra rolando (interpretada pela bela Barbara Niven, que assina aqui como Barbara Lee Buholz. Na época era casada com David Niven Jr, filho do famoso ator e um dos produtores de Psycho Cop 2!).

Claro que, para apimentaram a despedida de solteiro, os farristas se divertem com três providenciais strippers (entre elas a musa Julie Strain). Claro que o policial psicótico vai entrar no prédio e estragar a festa do pessoal, aniquilando quem esbarrar pela frente.

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Se o primeiro Psycho Cop (1989) se passava num cenário bucólico, bem ao gosto dos slashers oitentistas, a segunda aventura de Joe Vickers é ambientada praticamente dentro de um prédio, com o assassino executando yuppies. Se o primeiro filme era morno e não tinha nada de nudez ou sacanagem, características marcantes do subgênero, assim como velho clichê dos praticantes de sexo terminarem invariavelmente mortos pelo vilão da vez, em Psycho Cop 2: O Retorno Maldito há fartas cenas de seios de fora, e até uma cena de sexo simulado, tipicamente softcore. Wallace Potts, em seu último trabalho para o cinema, assina novamente o roteiro, desta vez em parceria com Dan Povenmire. A cadeira de diretor, porém foi para Adam Rifkin, sob o pseudônimo de Rif Coogan, que deu o gás que o primeiro negou.

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Robert R. Shafer retorna ao papel principal, novamente com o pseudônimo de Bobby Ray Shafer – desta vez o ator assina como co­-produtor também, aqui visivelmente com alguns quilos a mais em relação ao filme anterior. Curioso também no elenco a participação de Nick Vallelonga, que começou a carreira como figurante de O Poderoso Chefão e mais tarde dirigia bombas como Choker (2005) e Stiletto (2008).

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Esta segunda, e última, parte da saga do policial psicótico é mais retardada, vulgar e insana que sua antecessora, ou seja, eis uma continuação superior a primeira.

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