Socorro! não possui a mesma sagacidade e acidez do filme de Ruben Östlund, mas seu enredo, dotado de algumas boas cenas de humor, violência e escatologia, realiza desvios de rota tão surpreendentes em determinados momentos que o saldo final faz essa turbulenta viagem ter valido a pena.Continue lendo…

Miss Violence expõe as possibilidades e os limites de um certo tipo de cinema austero. Demonstra como a estética de distanciamento pode ser aplicada a material extremo sem sensacionalismo barato. É um filme que merece ser visto, discutido, debatido, mas também questionado rigorosamente sobre a ética de sua própria forma.Continue lendo…

Parker conduz Proxy como se fosse um suspense hitchcockiano até na evocação de trilhas parecidas, mas não consegue propor o misancene devido, optando por obscurecer a tela entre os cortes, em saltos de tempo estranhos. Alonga de mais a produção, com momentos que podiam ficar nas entrelinhas, e se esquiva de soluções. Ainda assim, coloca Proxy numa galeria de produções a serem vistas como estudo de personagem e de transtornos mentais.Continue lendo…